Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Exportação

Um ano marcado por fortes acontecimentos

Rússia, China, Hong Kong fizeram do ano suinícola bastante movimentado. Setor registrou crescimento de 4,9% da produção e estoques ficaram abaixo do normal neste final de ano.

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O ano de 2011 foi marcado por fortes acontecimentos, tanto positivos como negativos.

Acontecimentos positivos no mercado interno:

– Crescimento de 4,9% da produção em relação a 2010. O volume passou de 3,24 milhões t para 3,50 milhões t. Esse resultado se deve ao aumento de produtividade e do peso médio de abate. Novos investimentos foram alocados para substituir parte das estruturas consideradas obsoletas.

– Plantel de matrizes, estimado em 2,48 milhões de cabeças, cresceu 0,6%.

– Oferta para abate aumentou 5,5%, passando de 34,3 milhões de cabeças para 36,2 milhões.

– Abates sob inspeção federal (SIF) somaram 30,4 milhões de cabeças, crescimento de 4,5% em relação a 2010; abates sob outras certificações retornaram aos patamares de 2008.

– Mercado interno absorveu 84,7% da oferta em relação a 83% em 2010.

– Disponibilidade interna cresceu 6,7%, igualando-se ao potencial de consumo, estimado em 15 Kg per capita.

– Brasileiros consumiram mais 180 mil toneladas; estoques, neste final de ano, estão abaixo do normal.

– Expansão das vendas, sobretudo de industrializados (frescais, principalmente linguiças).

– O foco dos produtores centrou-se na gestão, o que explica em parte o baixo crescimento dos alojamentos de matrizes e o aumento da produtividade.

Acontecimentos negativos no mercado interno:

– Pressão da oferta gerou instabilidade dos preços em todos os segmentos da cadeia produtiva, em alguns momentos.

– Custos mais altos de produção reduziram margens de comercialização.

– Também houve a concorrência de carnes de aves a preços muito baixos.

– Elevação dos preços internacionais dos grãos.

Perspectivas para 2012 no mercado interno:

– Oferta tende a ter um crescimento moderado, no máximo 2%.

– Demanda deve continuar aquecida.

– Esperam-se recuperação dos preços e leve redução dos custos.

– Recomposição das margens de comercialização deverá trazer retorno de rentabilidade ao setor.

Acontecimentos positivos no mercado externo:

– Progresso das exportações na direção da Ásia, região que deve se tornar o principal destino para a carne suína brasileira.

– Hong Kong cresceu de maneira importante como importador.

– Até outubro, exportamos para Hong Kong 107,50 mil t, crescimento de 32,42% em relação a igual período de 2010. As exportações brasileiras para Hong Kong e China deverão ultrapassar, em 2012, as destinadas à Rússia, hoje ainda o principal mercado do Brasil. Os primeiros embarques de carne suína para a China ocorreram em novembro, e as vendas para Hong Kong, em outubro, já colocaram esse destino em segundo lugar. Em outubro, as vendas para o mercado russo caíram 83,77% em toneladas, ante outubro de 2010, enquanto para Hong Kong houve crescimento de 36,75%.

– A China habilitou três frigoríficos em abril – unidade da Seara (grupo Marfrig) em Itapiranga (SC), unidade da BRF em Rio Verde (GO) e da Aurora em Chapecó (SC) -, que começaram a exportar em novembro. Novas habilitações deverão ocorrer em 2012.

– Missão veterinária do Japão visitou o Brasil em agosto. As informações preliminares que chegam de Tóquio dão conta de que os japoneses ficaram satisfeitos, e o processo de aprovação sanitária segue seus trâmites.

– Também com a Coreia do Sul, que visitou o Brasil em abril de 2010, a troca de informações entre o Ministério da Agricultura e a autoridade sanitária coreana NVQRS prosseguiu, dando continuidade ao processo de aprovação do Brasil.

Acontecimentos negativos no mercado externo:

– Iniciamos janeiro com a suspensão provisória de seis frigoríficos, cinco do Rio Grande do Sul, por suposta identificação de resíduos proibidos, em continuidade a um tipo de episódio rotineiro no comércio com a Rússia. As empresas apresentaram planos de ação ao Ministério da Agricultura (Mapa), solicitando a retirada da suspensão, o que não ocorreu até hoje.

– Em 1º de junho, o Brasil foi surpreendido com comunicação do Rosselkhoznadzor, suspendendo, a partir de 15 de junho, todos os estabelecimentos – 85 unidades no RS, Paraná e Mato Grosso. Esse evento afetou fortemente a exportação de carne suína, pois restaram, inicialmente, dois frigoríficos habilitados a exportar para a Rússia. Posteriormente, apenas uma unidade foi autorizada, e esta permanece até hoje exportando.

– Após a vinda de missão veterinária da Rússia ao Brasil, neste final de ano, esperamos que aquele mercado seja reaberto integralmente.

– Valorização do real, na maior parte do ano, manteve o produto brasileiro menos competitivo em relação ao dos concorrentes.

Perspectivas para 2012 no mercado externo:

– A crescente abertura da Ásia às exportações de carne suína do Brasil deve representar fato relevante já em 2012, com boas perspectivas nos próximos anos.

– A concorrência da União Europeia tende a persistir, sobretudo na Rússia.

– Os preços médios internacionais deverão permanecer firmes devido à continuidade do crescimento da demanda na Ásia.

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