Oleaginosa registra o maior preços em três meses na bolsa de Chicago (EUA). Analistas de mercado estão desconfiados.
Aumento da soja

A soja registrou nessa quinta-feira (22) o preço mais alto desde 11 de janeiro na Bolsa de Chicago. Os contratos com entrega em julho, que possuem maior liquidez, terminaram o pregão com valorização de 0,89%, negociados a US$ 10,15 por bushel. Em abril, o preço da oleaginosa já subiu 6,8% no mercado futuro internacional.
Analistas veem essa valorização com desconfiança. Apesar de algumas restrições à oferta no curto prazo, a colheita de uma safra recorde na América do Sul e a expectativa de que os produtores dos Estados Unidos cultivarão uma área recorde em 2010 são fatores que devem pesar sobre as cotações no médio prazo.
Essa tendência fica clara quando se observam os contratos de soja com prazos de entrega mais longos, que já refletem o cenário de oferta e demanda da safra 2010/11. Os lotes para novembro, por exemplo, fecharam a quinta-feira negociados a US$ 9,85 por bushel – um desconto de quase 3% em relação ao contrato mais líquido. Geralmente, os contratos com vencimentos mais distantes são mais caros, pois embutem custos de carregamento da commodity.
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Participantes do mercado dizem que os preços da soja devem ficar voláteis pelo menos até agosto, quando os produtores dos Estados Unidos colhem sua safra. Até lá, fundos de investidores devem aproveitar as incertezas em relação ao clima e ao tamanho da produção para especular com os preços da commodity.





















