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Exportação

Preços da carne suína exportada continuam elevados

As exportações de carne suína, em setembro, caíram 14,52% em volume. No entanto, aumentaram quase 6% em valor, totalizando pouco mais de US$ 1 bilhão.

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As exportações de carne suína, em setembro, caíram 14,52% em volume e aumentaram quase 6% em valor. O Brasil exportou 51.012 toneladas no período, em relação a 59.678 toneladas em setembro de 2009. No acumulado do ano, as vendas externas também tiveram leve queda de 8,15% em volume, passando de 448.731 t, nos nove primeiros meses de 2009, para 412.168 t em igual período deste ano.

De janeiro a setembro, as vendas externas de carne suína totalizaram pouco mais de US$ 1 bilhão (US$ 1.009.148 mil), resultado 13,66% superior ao valor obtido entre janeiro e setembro de 2009 (US$ 887.864 mil).

O fator mercado interno – A elevação dos preços internos do suíno e do milho deixa pouca margem de negociação no mercado externo. Isso, associado ao câmbio desfavorável, tira a competitividade do produto brasileiro. Diante dessa situação, os exportadores optam por vender no mercado interno, onde o produto está mais valorizado, explica Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

A produção está praticamente estabilizada ao redor de 3,2 milhões de toneladas. Apesar dos volumes exportados estarem abaixo das expectativas iniciais, as vendas no mercado interno cresceram mais rapidamente do que o esperado, principalmente, para os produtos industrializados, e os estoques estão muito baixos para a época do ano. Preços mais altos da carne bovina no mercado interno cedem espaço para a carne suína e seus derivados.

Preços elevados – As estatísticas de setembro continuam a mostrar tendência de elevação acentuada de preços no mercado externo. Estes subiram quase 24% no mês passado, em comparação com setembro de 2009. O preço médio da tonelada de carne suína, em setembro, ficou em US$ 2.425, em relação a US$ 1.956 em setembro de 2009.

O preço médio, no acumulado deste ano, é de US$ 2.448 a tonelada, em comparação com US$ 1.979 no mesmo período do ano passado, um crescimento de 23,74%.

Os principais mercados do Brasil continuam sendo Rússia, Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Angola. Para a Rússia, as vendas caíram em setembro 11,02% em volume (22.812 t) e aumentaram em valor 12,48%.

Abipecs na Rússia – O presidente da Abipecs acompanhará, nesta segunda-feira (dia 11 de outubro), o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em missão oficial à Rússia, da qual também participarão o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, e o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Marcio Cozendey.

Embora não seja a reunião final, trata-se de uma importante negociação bilateral no contexto das negociações de entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio – OMC. “Queremos tratamento idêntico ao dispensado aos EUA e à Uniao Europeia. Não aceitamos ser discriminados”, diz Pedro de Camargo Neto. Segundo ele, tal tratamento, sem discriminação, representaria o fim das quotas com origem geográfica que ainda cristalizam o comércio de 15 anos atrás.

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