Distante dos pavilhões da Expointer em 2009, setor tem boas perspectivas para a feira gaúcha. Suínos vivos marcarão presença.
Otimismo na suinocultura

Afastados da Expointer no ano passado pelo surto da gripe A, os suínos voltam para a feira em 2010 trazendo boas expectativas de negócios, motivadas especialmente pelo preço do quilo do animal vivo.
Na opinião de Valdecir Luis Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o volume deste ano pode superar o da última participação, quando as vendas chegaram a R$ 44,87 mil.
“É difícil fazer uma previsão certeira, mas pelo momento da suinocultura, com relação ao preço e à expectativa dos produtores, a superação dessa marca (de 2008) é uma tendência forte”, diz Folador.
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A valorização do suíno é um dos fatores de otimismo. Segundo a Emater, o preço médio do quilo vivo no Rio Grande do Sul é de R$ 2,05. Em agosto de 2009, sob impacto da gripe, a média era de R$ 1,78.
O fim da pandemia da gripe A, decretado em 10 de agosto pela Organização Mundial da Saúde, ajudou a espantar de vez o cenário de 2009, quando o setor optou pela saída da feira para não por em risco a sanidade dos animais.
Neste ano, a Expointer conta com 129 inscrições. São 62 a menos ante 2009 (quando chegaram a concretizar as inscrições, mas acabaram não participando do evento) e pouco mais da metade frente a 2008. A redução, segundo Gilberto Moacir da Silva, diretor técnico da Acsurs, se deve à ausência de produtores de outros Estados.
As granjas catarinenses que estariam em Esteio preferiram não participar, por preocupação com questões sanitárias, pois o Estado vizinho tem status de livre de aftosa sem vacinação.
“A Expointer é uma vitrina onde as granjas mostram o que têm em casa”, afirma Carmem Scheuer, da Marquesa, de Marques de Souza, que teve premiações na feira por três anos seguidos.





















