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Exportação

MT exporta mais

Exportações de Mato Grosso têm salto de 102% em 4 anos. Em 2009 foram embarcados US$ 8,36 bilhões em produtos.

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MT exporta mais

A exportação em Mato Grosso é dominada pelos produtos do agronegócio e em 4 anos o envio dessas mercadorias para o mercado externo cresceu 102% de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano de 2005, o envio de produtos agrícolas movimentou US$ 4,13 bilhões, em 2009 este número saltou para US$ 8,36 bilhões. Os dados mostram ainda que a evolução das exportações do Estado entre os anos de 1997 e 2009 foi, em média, de 21% por ano.

No topo das exportações, a soja lidera não só em Mato Grosso, mas no país inteiro, que em 2009, enviou 42,3 milhões de toneladas ao mercado externo, dos quais 35% foram produzidos em Mato Grosso. Ao todo, em 2009, 14,849 milhões de toneladas foram embarcadas, rendendo aproximadamente US$ 6 bilhões. No acumulado dos 4 anos, o Estado exportou cerca de 65 milhões de toneladas o que movimentou US$ 20,75 bilhões. Entre os anos de 2005 e 2009, o volume negociado aumentou 9%, enquanto o valor arrecadado registrou incremento de 84%. A diferença entre o volume e valor aponta para uma valorização do produto.

De acordo com o analista do Centro Grãos da Federação Mato-Grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), João Birkan, a valorização do grão no mercado externo é fruto do crescimento da demanda dos países asiáticos, principalmente. O economista Victor Galesso diz que a principal commodity do Estado é a soja e que a mesma vem sendo valorizada no mercado externo nos últimos anos. Galesso afirma que foi justamente essa alta que possibilitou investimentos na cultura e fez com compensasse aos produtores o plantio.

Depois da soja, o milho aparece como o segundo produto mais exportado, traçando um crescimento de 1.052% no volume comercializado com outros países. De 441,77 mil toneladas em 2005 passou para 5,09 milhões (t) no ano passado. Quanto à movimentação financeira, o milho saiu da sexta posição em 2005, quando US$ 41,4 milhões foram comercializados, para a segunda, com US$ 830,2 milhões.

O complexo carnes (bovina, suína, aves) também surge entre os produtos mais exportados pelo Estado, assim como pelo país, e apresenta uma evolução de 173% no decorrer desses anos. Em 2005, as carnes renderam US$ 300,4 milhões, e 4 anos depois a comercialização rendeu US$ 822,8 milhões. O volume enviado, porém, não foi tão expressivo, mas dobrou. O consultor de Pecuária da Famato, Luiz Carlos Meister, explica que o mercado da carne ganhou espaço maior com o incremento das compras por países do Oriente Médio. Segundo Meister, mesmo com a redução do volume importado pela União Europeia, a entrada de outros países no mercado sustentaram a cadeia. “Mesmo passando por crises, primeiro por conta da exigência do rastreamento pela UE, depois com a crise na economia, a pecuária está recuperando mercado. Países como Rússia, Irã garantiram o mercado”.

A cadeia da carne ainda aponta o crescimento das exportações da carne de frango, que com a entrada de indústrias frigoríficas incrementou em 246% as exportações. O valor delas saltou de US$ 58,2 milhões para US$ 201,8 milhões.

Outros setores – Segmentos como do algodão e da cana-de-açúcar também apresentaram crescimento no período analisado pelo Mapa, porém mais discretos. O algodão ampliou a exportação em 27% e de US$ 285,656 milhões arrecadados em 2005 foi para US$ 363,795 milhões. No complexo sucroalcooleiro o incremento foi ainda menor e ao longo do período apenas 5,85% foram movimentados a mais com o envio de subprodutos da cana-de-açúcar. O setor, que envia US$ 24,325 milhões passou para US$ 25,749 milhões.

De acordo com o economista Victor Galesso, Mato Grosso tem toda sua pauta de exportação no agronegócio e isso não é ruim, desde que o Estado não se conforme com a condição de enviar produtos sem agregar valor. “O agronegócio é basicamente alimentos e estes são a base de toda a economia. Mas temos que processar os produtos produzidos para que eles sejam enviados com mais valor”.

Para exemplificar, Galesso cita o exemplo do couro. “Somos o maior produtor de carne, porém não conseguimos produzir couro. Temos que saber aproveitar os produtos para produzir riquezas”. Segundo os dados do Mapa, o couro produzido no Estado, teve um incremento de 137% nos 4 anos analisados, mesmo assim não representa 10% do que é movimentado com o envio de carne. Em 2005, US$ 29,87 milhões foram provenientes do couro, em 2009 o rendimento do produto foi de US$ 70,92 milhões, cerca de 8% do que a carne movimentou, US$ 822 milhões.

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