Nova indústria de soja deve se instalar no noroeste de Minas Gerais. Objetivo é evitar a venda da soja em grãos para Goiás para depois comprá-la processada.
Apostando no processamento
Minas Gerais deverá receber investimentos de mais de R$ 78 milhões, nos próximos meses. O anúncio foi feito, na tarde da última sexta sexta-feira (18/06), durante a assinatura do protocolo de intenções entre o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), Adriano Magalhães, e a diretora da Marins Paolillo Agroindústria Ltda, Laura Marins Paolillo.
O grupo paulista foi constituído este ano com o propósito de implantar, em Arinos, no Noroeste de Minas, uma indústria de soja para produção e comercialização de farelo e óleo de soja degomado. O projeto foi desenvolvido por professores e alunos da Universidade de Viçosa, e adquirido pela empresa.
Segundo Laura Marins Paolillo, a ideia é comprar soja na própria região. “Queremos evitar a venda da soja em grãos para Goiás e depois a compra da soja processada. Vamos comprar a oleaginosa dos pequenos produtores regionais, vender farelo para as várias fábricas de ração que estão instaladas lá, barateando custos. Além do mais, o óleo será vendido para a Petrobras em Montes Claros”, explicou.
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A empresária lembrou que a unidade da Petrobras já compra óleo de pequenos produtores da região e também de fora do Estado. A previsão é de que a empresa inicie com o esmagamento de 400 toneladas de soja por dia, com possibilidade de expansão para 600 toneladas/dia, a partir do terceiro ano de operação. Já a produção de óleo deverá atingir os 24 milhões de litros por ano.
O projeto, que vai gerar 120 empregos diretos e 53 indiretos, deverá ser iniciado ainda este ano e sua conclusão está prevista para 2011. O faturamento inicial está calculado em R$ 118,8 milhões, enquanto de 2013 em diante deverá atingir o valor de R$ 178,2 milhões.























