Camargo Neto acompanha de perto as negociações que visam a facilitar a entrada de carne brasileira em terras estrangeiras.
“É preciso cautela na crítica”

À frente da presidência executiva da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto acompanha de perto as negociações que visam a facilitar a entrada de carne brasileira em terras estrangeiras. Tendo como principal desafio a conquista do mercado japonês, o representante avalia como fundamental o empenho do governo brasileiro. Confira:
Zero Hora – As ações do governo que buscam a solução para problemas na exportação de carnes indicam que agora é a vez da carne brasileira no mercado internacional?
Pedro de Camargo Neto – Eu acho que já é há muito tempo. O volume de venda dos três tipos de carnes (bovina, suína e de frango) para o mercado externo é muito significativo. São um dos principais itens de exportação do país. Por isso, exigem uma atenção do governo. No caso dos suínos, a gente precisa dar prioridade à abertura de novos mercados.
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Zero Hora – O que o Brasil está perdendo ao ser barrado em mercados externos?
Camargo Neto – Existem duas maneiras de barrar: uma é não abrir o mercado para produtos externos, e a outra é parar de receber um item que já vinha sendo exportado. Nos suínos, a abertura de novos mercados poderia triplicar o volume de exportação de 600 mil toneladas. No caso das perdas de mercado, é preciso cautela na crítica. Não podemos sair falando dos países sem saber os motivos que levaram à suspensão ou à devolução de produtos.























