O incinerador desenvolvido pela Embrapa reduz os impactos ambientais causados pela decomposição dos animais.
Destino correto para aves e suínos mortos
Redação (16/03/2009) – Incinerador desenvolvido pela Embrapa elimina pequenos animais sem deixar agentes contaminantes químico ou biológico
O incinerador da Embrapa Suínos e Aves custa R$ 123 mil e elimina até 60 quilos de matéria morta por hora.
Descartar as carcaças de pequenos animais mortos é um problema comum entre proprietários granjas de aves e suínos. Mas depois que Dirceu Zanotto, pesquisador da Embrapa Aves e Suínos, de Concórdia, em Santa Catarina, desenvolveu um incinerador específico a prática de compostagem ou os descartes a céu aberto estão com os dias contados.
"O incinerador destina os resíduos da produção sem deixar qualquer agente contaminante tanto do ponto de vista químico quanto biológico", destacou Zanotto, engenheiro agrônomo responsável pelo projeto. O combustível utilizado é o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e dentro da câmara a temperatura por atingir até 800º C. O preço para aquisição hoje é de R$ 123 mil.
Leia também no Agrimídia:
- •Filipinas ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne suína em fevereiro
- •Exportações brasileiras de carne de frango crescem 5,3% em fevereiro e atingem recorde para o mês
- •Rio Grande do Sul reforça biosseguridade na avicultura comercial após alerta sanitário
- •Custos de ração baixos e carne bovina cara podem favorecer suinocultura em 2026
Dentre suas finalidades básicas, o ponto elencado como principal é a redução dos impactos ambientais. O equipamento evita a contaminação do meio ambiente durante os processos de decomposição e, consequentemente, de poluição do solo, água e ar. "Isso também evita a proliferação de doenças contagiosas", destaca.
Além disto, também agrega como vantagem o fato de não emitir resíduos gasosos poluentes ao meio ambiente. Isso é possível porque, numa primeira câmara ele queima as carcaças dos animais. Num segundo estágio (sob uma temperatura mais elevada) ele incinera os gases produzidos durante a primeira decomposição. "Isso faz do processo uma queima controlada e limpa", analisa.
Seu uso pode ser amplo e é recomendado para propriedades rurais, laboratórios e clínicas veterinárias, frigoríficos, abatedouros, fábricas de farinha e compostos de origem animal, postos de fiscalização sanitária em portos e aeroportos. Seu projeto foi concebido com enfoque em granjas e criadouros de suínos, porque os testes foram feitos visando estes tipos de animais.
Entretanto, nada impede que também sejam utilizados para outros tipos de animais de pequeno a médio porte. Sua capacidade de trabalho comporta até 60 quilos de carcaças e restos por hora. "Mesmo os grandes animais podem ser incinerados porque é possível retalhar em tamanhos menores e fazer a o processo de maneira fracionada", completa.
Principais vantagens do incinerador:
* Saúde – Livra o meio ambiente do processo de incineração de organismos e matérias orgânicas ao ar livre, evitando assim a disseminação de agentes infecciosos nocivos;
* Ambiental – evitar a poluição da água, solo e da atmosfera por meio da queima dos animais mortos. A prática deixa menos resíduos que as tradicionais técnicas de compostagem (enterrar os dejetos) e controla o depósito do material orgânico gerado pela decomposição dos animais e consequentemente a poluição do ambiente.
* Versatilidade – pode ser utilizado em fábricas de farinhas de origem animal, frigoríficos, clínicas e hospitais veterinários, postos de fiscalização sanitária, portos, aeroportos, abatedouros, propriedades rurais, prefeituras, hospitais, laboratórios de diagnóstico incluindo unidades de necropcia.





















