Notificação imediata aponta presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves não comerciais e acende sinal de atenção para monitoramento migratório e comércio exterior
OMSA confirma Influenza Aviária em aves silvestres no Uruguai e reforça alerta sanitário na região

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) publicou uma Notificação Imediata confirmando a presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves não comerciais no Uruguai. O registro envolve aves silvestres e não está relacionado, até o momento, a plantéis comerciais.
O comunicado reforça a importância do monitoramento contínuo das rotas migratórias e da vigilância sanitária em toda a América do Sul, especialmente em países vizinhos com forte presença da avicultura comercial.
Papel das aves migratórias na disseminação do H5N1
Embora a notificação não envolva aves de produção, ocorrências desse tipo servem como alerta ao setor avícola sobre o papel das aves migratórias na circulação e introdução de novos vírus.
Leia também no Agrimídia:
- •Consumo de ovos, mercado de grãos e influenza aviária marcam o primeiro dia do Congresso APA 2026
- •Exportações brasileiras de ovos crescem mais de 16% em fevereiro e superam 2,9 mil toneladas
- •Farelo e óleo de soja: safra recorde, geopolítica e biocombustíveis moldam o mercado no Anuário Avicultura Industrial de 2025
- •Auditoria da União Europeia identifica falhas sanitárias e de rastreabilidade em frigoríficos chineses de carne de aves
Estudos recentes indicam que o vírus H5N1 tem se espalhado pela América do Sul por meio dessas rotas migratórias, afetando aves silvestres, aves marinhas e até mamíferos marinhos. O avanço da doença em fauna silvestre aumenta o risco potencial de introdução em sistemas produtivos, caso medidas de biosseguridade não sejam rigorosamente aplicadas.
Impactos para comércio exterior e biosseguridade
Para agentes do comércio exterior e cadeias globais do agronegócio, notificações sanitárias dessa natureza funcionam como indicadores de risco que podem influenciar habilitações, exigências de importação e exportação, além de protocolos preventivos no campo.
Especialistas reforçam que vigilância ativa, transparência nas notificações e resposta rápida das autoridades sanitárias são fatores determinantes para manter a credibilidade internacional e minimizar impactos comerciais.
Até o momento, não há indicação de envolvimento da produção comercial uruguaia, mas o cenário exige atenção contínua dos serviços veterinários oficiais e do setor produtivo regional.
Atualizando dados.
















