Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,59 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,49 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,87 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 170,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,40 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,45 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,91 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,71 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.292,20 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,76 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,52 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 168,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Incertezas afetam commodities em março

A soja, mais importante produto de exportação do agronegócio brasileiro, apresentou bom desempenho no mês.

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Redação (01/04/2009)- A despeito dos bons fluidos percebidos no cenário macroeconômico na segunda metade de março, com o anúncio do pacote de "limpeza" dos ativos do sistema financeiro americano, boa parte das oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerrou o mês com baixa em seus preços médios. A queda mais acentuada foi a do cacau. Na contramão, o suco de laranja, que teve uma das maiores baixas em fevereiro, foi o destaque de alta em março.

A soja, mais importante produto de exportação do agronegócio brasileiro, chegou a apresentar um bom desempenho no mês – a ponto de sua cotação ter acumulado sete altas seguidas, a mais longa sequência de valorizações desde dezembro de 2007 -, mas não houve espaço para sustentação. Os contratos de segunda posição de entrega negociados na bolsa de Chicago (normalmente os de maior liquidez) atingiram cotação média mensal de US$ 9,0165 por bushel, 3,20% menos que a média de fevereiro, segundo o Valor Data. Em 2009, ainda assim, o grão sustenta alta de 3,32%, na média.

"Mesmo com a queda dos preços médios, o cenário é mais promissor para a soja. Esperava-se aumento da área de plantio nos Estados Unidos, mas a previsão acabou ficando bem menor que a esperada", disse Daniele Siqueira, analista da Agência Rural, em referência ao relatório apresentado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos."E para o milho, cujo preço subiu, a perspectiva é de estabilidade ou mesmo de uma pequena queda", afirma ela.

A média dos contratos de milho de segunda posição de entrega subiu 3,94% na bolsa de Chicago em março, para US$ 3,8615 por bushel. No ano, a alta acumulada é de 2,94%. Em parte, a alta pode ser creditada à previsão que já se fazia de aumento da área de soja nos EUA em detrimento da dedicada ao milho. "Mas a redução de área do milho acabou não sendo tão grande quanto se esperava. Além disso, o nível dos estoques do milho não está tão ruim quanto o da soja", diz a analista.

Entre as três mais importantes commodities agrícolas negociadas na bolsa de Chicago, apenas o trigo mantém-se abaixo do nível registrado na virada do ano. Na média, os contratos de segunda posição caiu 3,04% em 2009 e 2,54% em março, para US$ 5,3282 por bushel, sempre de acordo com cálculos do Valor Data.

Ainda que algumas commodities agrícolas tenham fechado o mês de março com desvalorização, o mercado tem, nas últimas semanas, ensaiado um movimento de recuperação, segundo analistas ouvidos pelo Valor. "A queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e as notícias macroeconômicas que deram alento ao mercado poderão dar suporte às commodities em abril", afirma Rodrigo Costa, da Newedge, corretora sediada em Nova York.

O açúcar, que responde pela mais expressiva valorização do ano entre as oito principais commodities agrícolas negociadas nas bolsas de Nova York e Chicago em 2009, perdeu um pouca da força em março em relação ao primeiro bimestre. Em grande medida, o recuo pode ser creditado à proximidade da colheita de cana no Centro-Sul do Brasil, embora exista suporte para que seu preço siga firme no curto e médio prazos, observa o analista.

Em março, os contratos futuros do açúcar registraram ligeira valorização, de 0,35%, com cotações médias de 13,36 centavos de dólar por libra-peso, segundo o Valor Data. Outro fator a sustentar os preços é o cenário de produção da commodity na Índia. O país asiático, o segundo maior produtor global de açúcar, terá uma queda drástica da produção.

Com o suporte do clima quente e seco sobre os pomares da Flórida, os preços futuros do suco de laranja ganharam fôlego no mês de março. Os contratos de segunda posição do suco fecharam o mês com alta de 4,59%, a 74,79 cents por libra-peso. Foi a maior valorização do mês entre as oito commodities agrícolas analisadas.

O preço do café recuou 3,23% em março, desempenho que levou seus preços médios para US$ 1,1241 por libra-peso. A ação dos fundos de investimento pressionou os preços do grão. "Os diferenciais de preços dos cafés lavados [melhor qualidade] continuam firmes e os estoques certificados na bolsa estão caindo [hoje está em torno de 4 milhões de sacas]", diz Costa.

Para o algodão, os números de exportações americanas foram razoáveis, segundo Fernando Martins, da Newedge. Os contratos de segunda posição recuaram 6,49% no mês, para cotações médias de 43,67 centavos de dólar por libra-peso. "Acredito que as tradings não têm mais bala na agulha para futuras fixações", avalia.

Também pressionado pelo movimento de fundos no mercado, o cacau encerrou o mês com queda de 6,66%, a mais forte no período. As cotações médias dos contratos de segunda posição desceram a US$ 2.434,05 por tonelada.

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