Para Camargo Neto, os problemas sanitários registrados no México, EUA e Canadá, não são casos de saúde animal, mas sim de saúde pública.
Gripe é mexicana, não suína, diz presidente da Abipecs
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, criticou o uso da expressão “gripe suína” para designar o evento sanitário registrado nos países da América do Norte (México, Estados Unidos e Canadá) nos últimos dias.
Segundo ele, a doença ainda não foi diagnosticada em animais ou rebanho suíno em qualquer parte do mundo. “Essa ocorrência sanitária nada tem a ver com animais. Trata-se de um grave problema de saúde pública, já que o vírus vem sendo transmitido de pessoa para pessoa”, afirma. O executivo acha mais adequado chamar a doença de “gripe mexicana”. Camargo Neto foi um dos palestrantes do Painel Conjuntural da AveSui 2009, realizado nesta segunda-feira em São Paulo (SP).
O argumento usado pelo presidente da Abipecs faz eco ao comunicado da Organização Internacional de Epizootias (OIE) divulgado na manhã de hoje. De acordo com a OIE, o vírus que vem causando o surto de gripe no México, Estados Unidos e Canadá não foi isolado em animais até agora e, portanto, a doença não deveria ter esse nome. A nomenclatura mais correta, defende a OIE, seria “gripe da América do Norte”, já que no passado, as epidemias de gripe em humanos (como, por exemplo, a gripe espanhola e a asiática) foram nomeadas de acordo com a região geográfica.
Reforço na vigilância – Para Camargo Neto, o importante agora é que o governo brasileiro reforce a vigilância dos portos e aeroportos para evitar a entrada e propagação do vírus no País. “É fundamental também que estejamos atentos a pessoas com sintomas da gripe mexicana aqui no Brasil. Precisamos informar bem os cidadãos brasileiros sobre como proceder em caso de contágio”, acrescentou.
O executivo da Abipecs não quis avaliar os possíveis impactos que essa ocorrência sanitária pode ter nas exportações brasileiras. “Não é de bom tom especular comercialmente diante de um crise de saúde humana dessa gravidade”, poderou. A Rússia e a China, no entanto, já suspenderam as importações de carne suína do México e Estados Unidos.
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