O segundo dia do 9o Congresso Mundial de Produção Animal, no Teatro do Sesi, discutiu a produção orgânica de animais, principalmente na Europa.
Congresso avalia criação orgânica
Da Redação 29/10/2003 – 06h00 – O segundo dia do 9o Congresso Mundial de Produção Animal, no Teatro do Sesi, ontem, na Capital gaúcha, discutiu a produção orgânica de animais, principalmente na Europa, em painel coordenado pelo presidente da Associação Européia de Produção Animal, Louis Aime Aumaitre. Para o pesquisador B. Ronchi, Itália, os animais são parte importante na contribuição para melhor manter sustentabilidade do solo, qualidade do pastoreio e biodiversidade. Mas, no aspecto da transição entre os sistemas convencional e orgânico, na criação de ovinos e caprinos, por exemplo, os custos de produção não são cobertos imediatamente e há tendência de reduzir produtividade. Ronchi reclamou da falta de legislação internacional harmônica, custos com treinamento, alimentação e seleção de animais, além da baixa demanda que tem desmotivado os produtores. “O mercado nem sempre está preparado para avaliar os produtos orgânicos”. O pesquisador sugere seleção do fenótipo do pequeno ruminante para reforço da relação do animal com o meio ambiente e o cruzamento de raças adequadas. O chefe da Embrapa Pecuária de Corte, Kepler Euclides Filho, avaliou que a mudança para o sistema orgânico deve considerar os desenvolvimentos humano, econômico e qualidade de vida. “Sem esforço para inclusão ambiental, redução das diferenças regionais e aumento da pressão para atendimento do mercado ficaremos de fora”, alertou o técnico.
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