Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Estudo e Pesquisa

Brasil avança na biotecnologia com primeiro suíno clonado pela USP

O primeiro suíno clonado pela USP representa um avanço significativo na biotecnologia brasileira e no desenvolvimento de xenotransplantes.

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Brasil avança na biotecnologia com primeiro suíno clonado pela USP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo alcançaram um marco inédito na ciência nacional com a clonagem do primeiro suíno no Brasil, avanço considerado estratégico para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao xenotransplante — procedimento que prevê a utilização de órgãos de animais em humanos.

O animal nasceu saudável, com 2,5 kg, no laboratório do Instituto de Zootecnia, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, localizado em Piracicaba.

Pesquisa mira solução para demanda por transplantes

A iniciativa integra o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da USP, idealizado por Silvano Raia, com potencial de impactar diretamente cerca de 48 mil brasileiros que aguardam na fila por transplantes.

O xenotransplante é estudado há décadas, mas avanços recentes na engenharia genética permitiram superar limitações históricas, como a rejeição aguda dos órgãos. Pesquisadores identificaram genes responsáveis por essa resposta imunológica e desenvolveram técnicas para desativá-los, além de inserir genes humanos que aumentam a compatibilidade entre espécies.

Clonagem é etapa-chave para produção em escala

A equipe dominou a modificação genética de células em 2022 e avançou para a etapa de clonagem, considerada um dos maiores desafios do projeto. A eficiência do processo ainda é limitada — entre 1% e 5% em centros internacionais —, o que reforça a relevância do resultado obtido no Brasil.

Segundo Ernesto Goulart, o sucesso foi alcançado após diversos testes e ajustes técnicos, permitindo a gestação completa do animal clonado.

Próximos passos envolvem testes com animais modificados

A próxima fase prevê a clonagem de suínos geneticamente modificados, etapa essencial para iniciar estudos pré-clínicos e, futuramente, aplicações em humanos. O objetivo é viabilizar a produção de órgãos em escala, reduzindo o tempo de espera por transplantes.

Para Jorge Kalil, coordenador do projeto, o avanço representa um passo importante, mas ainda há desafios científicos a serem superados. Ele destaca que o desenvolvimento nacional da tecnologia é estratégico para garantir acesso pelo sistema público de saúde, evitando custos elevados com importação.

O resultado posiciona o Brasil em uma fronteira avançada da biotecnologia, com potencial impacto tanto na medicina quanto na suinocultura de alta tecnologia.

Referência: Jornal USP/ G1/ Valor Econômico

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