Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
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Exportação

Brasil vende mais carne de pato aos árabes

As exportações do produto para a região cresceram 56% neste ano. Abertura mercado da Arábia Saudita impulsionou os números.

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As exportações brasileiras de carne de pato para os países árabes deram um salto neste ano. Elas passaram de US$ 1,59 milhão entre janeiro e agosto do ano passado, para US$ 2,49 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Houve um aumento de 56% na receita com as vendas do produto para a região. Em volume, o crescimento das exportações foi parecido, de 55%, de 573,5 toneladas para 889,2 toneladas.

A responsável pelas vendas, originárias do estado de Santa Catarina, é a indústria Villa Germânia, da cidade de Indaial (SC). O diretor e sócio da empresa, Marcondes Aurélio Moser, afirma que o principal fator do aumento foi a entrada no mercado da Arábia Saudita, para o qual a Villa Germânia não fornecia até o ano passado. Além dos sauditas, compraram carne de pato do Brasil, entre janeiro e agosto, Catar, Emirados, Kuwait, Iêmen, Jordânia e Omã. O maior comprador foi Emirados.

Moser afirma que o grande consumo da carne de pato, na região, é dos asiáticos que ali trabalham, principalmente na construção. O produto também é servido em hotéis e restaurantes internacionais. Uma pequena parte vai para a população em geral. “É mais uma opção de proteína”, explica. O empresário, porém, acredita que apenas 10% da carne de pato exportada ao Oriente Médio é consumida pelos locais. Segundo as contas dele, cerca de 60% é para refeições de asiáticos e 30% para os hotéis e restaurantes.

Aliás, o aumento da presença de trabalhadores estrangeiros, como os asiáticos, em países árabes, e do número de empreendimentos hoteleiros também explica o crescimento das exportações da Vila Germânia para o Oriente Médio. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, no último mês houve um aumento expressivo, de US$ 150,6 mil, em agosto do ano passado, para US$ 551,9 mil no mesmo mês deste ano. O crescimento foi de 266% e o principal responsável por ele foi o mercado saudita.

A Villa Germânia, que responde pela totalidade das vendas do produto à região, começou a se movimentar em busca do mercado do Oriente Médio em 2006, quando caíram suas vendas para o Japão. Na época, em função da gripe aviária, a Ásia recuou no consumo de carne de aves. Com isso, a indústria catarinense procurou pulverizar as exportações. Desde lá, ano a ano houve crescimento nas vendas para o mercado do Oriente Médio. A Villa Germânia, desde o começo, também fez o abate halal, segundo as regras islâmicas.

A indústria abate cerca de oito mil aves ao dia, entre patos e frangos caipiras. Em 2006 o volume era em três mil aves. Dois terços da produção vai para a exportação, de acordo com Moser. Além do mercado árabe, a carne de pato é vendida, no exterior, para Japão, Hong Kong e ilhas, como a Nova Caledônia, no Oceano Pacífico. A indústria trabalha em parceria – ou integração – com 40 criadores de aves.

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