As exportações do produto para a região cresceram 56% neste ano. Abertura mercado da Arábia Saudita impulsionou os números.
Brasil vende mais carne de pato aos árabes
As exportações brasileiras de carne de pato para os países árabes deram um salto neste ano. Elas passaram de US$ 1,59 milhão entre janeiro e agosto do ano passado, para US$ 2,49 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Houve um aumento de 56% na receita com as vendas do produto para a região. Em volume, o crescimento das exportações foi parecido, de 55%, de 573,5 toneladas para 889,2 toneladas.
A responsável pelas vendas, originárias do estado de Santa Catarina, é a indústria Villa Germânia, da cidade de Indaial (SC). O diretor e sócio da empresa, Marcondes Aurélio Moser, afirma que o principal fator do aumento foi a entrada no mercado da Arábia Saudita, para o qual a Villa Germânia não fornecia até o ano passado. Além dos sauditas, compraram carne de pato do Brasil, entre janeiro e agosto, Catar, Emirados, Kuwait, Iêmen, Jordânia e Omã. O maior comprador foi Emirados.
Moser afirma que o grande consumo da carne de pato, na região, é dos asiáticos que ali trabalham, principalmente na construção. O produto também é servido em hotéis e restaurantes internacionais. Uma pequena parte vai para a população em geral. “É mais uma opção de proteína”, explica. O empresário, porém, acredita que apenas 10% da carne de pato exportada ao Oriente Médio é consumida pelos locais. Segundo as contas dele, cerca de 60% é para refeições de asiáticos e 30% para os hotéis e restaurantes.
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Aliás, o aumento da presença de trabalhadores estrangeiros, como os asiáticos, em países árabes, e do número de empreendimentos hoteleiros também explica o crescimento das exportações da Vila Germânia para o Oriente Médio. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, no último mês houve um aumento expressivo, de US$ 150,6 mil, em agosto do ano passado, para US$ 551,9 mil no mesmo mês deste ano. O crescimento foi de 266% e o principal responsável por ele foi o mercado saudita.
A Villa Germânia, que responde pela totalidade das vendas do produto à região, começou a se movimentar em busca do mercado do Oriente Médio em 2006, quando caíram suas vendas para o Japão. Na época, em função da gripe aviária, a Ásia recuou no consumo de carne de aves. Com isso, a indústria catarinense procurou pulverizar as exportações. Desde lá, ano a ano houve crescimento nas vendas para o mercado do Oriente Médio. A Villa Germânia, desde o começo, também fez o abate halal, segundo as regras islâmicas.
A indústria abate cerca de oito mil aves ao dia, entre patos e frangos caipiras. Em 2006 o volume era em três mil aves. Dois terços da produção vai para a exportação, de acordo com Moser. Além do mercado árabe, a carne de pato é vendida, no exterior, para Japão, Hong Kong e ilhas, como a Nova Caledônia, no Oceano Pacífico. A indústria trabalha em parceria – ou integração – com 40 criadores de aves.





















