Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 151,92 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,39 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,88 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 146,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 136,13 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,67 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Suínos

A volta por cima da suinocultura

A suinocultura industrial moderna preza pela higiene e prevenção de doenças para atender às exigências do mercado e obter produtividade e rentabilidade, conquistando novos consumidores.

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Por Edson Luiz Bordin *

Em 2009, o mundo foi surpreendido com uma epidemia de gripe nova, cuja transmissão foi erroneamente associada à suinocultura. A atribuição do nome da doença como gripe suína estigmatizou a carne de porco, ocasionando uma redução significante no consumo desta fonte de proteína no País, no período do surto. O episódio se deu pelo fato da mutação do vírus ter ocorrido, aparentemente, nos suínos e a conseqüência disso foi o impacto em um setor importante para a economia nacional. Ainda atualmente se ouve a citação de gripe suína na mídia, o que é uma lástima, pelo perigo de evocar “fantasmas” passados. 

Não foi apenas a epidemia de H1N1, denominação correta da gripe que havia sido erroneamente atribuída ao porco, que colocou ou coloca em xeque esta fonte de proteína. Há quem relacione a carne suína com má nutrição e/ou a caracteriza como uma carne “suja” ou perigosa.  Inverdade. 

Muita gente não sabe que a carne suína, além de ser rica em diversas vitaminas e minerais, possui pouca caloria e apresenta menos colesterol do que as carnes de frango com a pele e cortes de carne bovina. Quanto às indesejadas gorduras saturadas, a carne suína atende as exigências da “American Heart Association”, ao possuir apenas 2,4% desse tipo de gordura,

inferior aos teores observados na carne de frango com pele ou em alguns cortes de carne bovina. Outra curiosidade é o fato de a carne suína não ser contra indicada para os hipertensos, se considerarmos que seu teor em K é maior e o teor de sal, menor, quando comparada às outras carnes. Evidentemente a orientação do cardiologista é soberana e deve prevalecer sempre.

Para desmistificar ainda mais este estereótipo, a suinocultura industrial moderna preza pela higiene e prevenção de doenças. Para atender às exigências do mercado e obter produtividade e rentabilidade, os produtores de carne suína adotaram avançadas técnicas de higiene, sanidade e melhoramento genético. A figura popular do porco antigo, criado há muitas décadas nos chamados chiqueiros, ganhou presença no inconsciente coletivo das populações. Mas esta não é a realidade do mercado. Hoje a suinocultura é extremamente tecnificada e a proteína suína uma garantia de qualidade à mesa.

* Edson Luiz Bordin é médico veterinário patologista e gerente técnico da Merial Saúde Animal

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