Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Brasil é líder no combate à fome e desnutrição

Segurança alimentar é um dos pilares do compromisso internacional assumido pelo País. Leia Artigo.

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Quando o presidente Lula tomou posse em 2003, fez uma referência clara para o sucesso: que todos os brasileiros tenham a oportunidade de comer três vezes ao dia. O presidente Lula e o governo brasileiro têm tomado medidas para transformar essa promessa em realidade e estão criando novas parcerias para trazer as melhores experiências e programas para os países em desenvolvimento da América Latina, o Caribe e a África.

Juntos, esses esforços tornam o Brasil um líder mundial no combate à fome, e todos já estão notando. No ano passado, a Action-Aid, uma organização não-governamental, posicionou o Brasil como a nação líder na luta contra a fome.

O Brasil, como muitos países ao redor do mundo, tem comida suficiente para alimentar a sua população inteira. O obstáculo, para milhões de pessoas, é ter acesso a alimentos saudáveis e nutritivos diariamente. A estratégia do Fome Zero do Brasil é um esforço pioneiro que incide diretamente sobre a questão do acesso à alimentação saudável, fortalecendo o desenvolvimento local e a organização social para resolver a fome de uma maneira sustentável. O Fome Zero fornece alimentação a 47 milhões de crianças em idade escolar todos os dias, e cerca de 12 milhões de trabalhadores de baixa renda recebem alimentação por meio do Programa de Alimentação para Trabalhadores. Os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias tornam possível o acesso à alimentação saudável para as pessoas com menor nível sócio-econômico, nas grandes cidades e nas periferias urbanas. Esses programas, juntamente com as transferências condicionadas em dinheiro do Bolsa Família, asseguram que os brasileiros tenham o alimento que necessitam a um preço acessível, focando nas populações em situação de maior vulnerabilidade que, do contrário, não teriam nada.

Os resultados são impressionantes: desde que o Fome Zero foi lançado há quase seis anos, a desnutrição em crianças menores de dois anos diminuiu 72% e as mortes infantis registraram queda de 47%. Sabemos também que 93% das crianças e 82% dos adultos que participam do programa Fome Zero têm acesso a três refeições ao dia.

No Brasil, o Fome Zero está se beneficiando dos alimentos produzidos pela agricultura familiar. Nada menos que 30% dos alimentos utilizados nas escolas do Fome Zero vêm da agricultura familiar, favorecendo o desenvolvimento e a economia local. Isso é muito importante, já que a agricultura familiar é a espinha dorsal das áreas rurais brasileiras, empregando aproximadamente 80% da mão de obra rural do Brasil, sendo responsável por 10% do Produto Interno Bruto do país e produzindo 70% de todos os alimentos consumidos no Brasil. Ao trazer a agricultura familiar para o Fome Zero, essa estratégia propicia uma tripla vitória para os brasileiros: os agricultores familiares têm um comprador para os seus alimentos, os brasileiros obtêm refeições nutritivas e a economia do Brasil se beneficia mantendo a cadeia alimentar completa – do campo à mesa – dentro do país.

Com uma economia líder emergente, o Brasil desempenha um papel cada vez mais importante no cenário mundial. O Brasil tem feito com que a segurança alimentar e nutricional seja um dos pilares de seu compromisso internacional. O Brasil é um dos sócios mundiais chave do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, é ele, junto com muitas outras nações doadoras que nos ajudam a salvar vidas com a assistência alimentar, alcançando a 100 milhões de pessoas anualmente.

Desde o arroz e feijão para o povo do Haiti após o devastador terremoto, o milho para El Salvador e a assistência técnica para os programas de alimentação escolar na Guatemala, Bolívia, Zimbabue, os Territórios Palestinos Ocupados, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, o apoio do Brasil salva vidas e garante que a próxima geração tenha a oportunidade de crescer com a mente saudável e corpo saudável graças a uma boa alimentação.

Durante o Diálogo Brasil-África sobre a Segurança Alimentar desta semana, o Brasil e o Programa Mundial de Alimentos concordam em fortalecer a parceria atual para levar as melhores experiências e conhecimentos para mais países. Estamos estabelecendo uma nova plataforma conjunta para todos os países, fornecendo informações e assistência técnica em questões críticas, tais como os programas de alimentação escolar, os programas de alimentação e nutrição, e outros programas efetivos de proteção social, bem como as melhores experiências para unir os agricultores familiares aos mercados. Essa plataforma será a vanguarda da cooperação Sul-Sul para a luta contra a fome.

O Brasil tem motivos para estar orgulhoso de suas realizações dentro de casa, assim como de sua liderança internacional. Ao trabalhar para enfrentar o desafio da fome, e levar as lições aprendidas a outros países, o Brasil está liderando, por meio do próprio exemplo, a luta contra a fome. Milhões de pessoas poderão cumprir a visão do presidente Lula para que todo mundo tenha comida suficiente para alimentar-se.

*Josette Sheeran é diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

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