Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Patos

SC na rota das carnes especiais

Villa Germania, de Indaial (SC), vai investir R$ 30 milhões para crescer no mercado nacional e exportar carne de pato à Europa.

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SC na rota das carnes especiais

Qual foi a última vez que você comeu carne de pato? Para a maioria dos brasileiros, a resposta seria “nunca”.

Mas se depender do plano de crescimento da catarinense Villa Germania Alimentos, líder nacional no abate e comercialização de patos e derivados, o quadro pode mudar em breve, ao menos para consumidores de maior poder aquisitivo.

A venda destas aves cresce, anualmente, entre 5% e 10% no país. Mas o consumo ainda é irrisório: os brasileiros comem, por ano, 21 gramas de carne de pato contra quase 40 quilos de frango. Vale aqui um parêntesis: não existe diferença entre pato e marreco. O nome marreco foi dado pelos colonizadores do Vale do Itajaí ao Pato de Pequim, principal espécie produzida pela Villa Germania.

Presente em supermercados de todo o país, a agroindústria pretende lançar uma linha de patês e pratos prontos no ano que vem.

“Queremos facilitar a vida de pessoas que não têm tanto tempo na cozinha ou têm medo de preparar o pato”, afirma André Grützmacher, diretor presidente da Villa Germania.

O potencial brasileiro, afirma ele, pode ser avaliado pela média de consumo em outros países, como China (1,5 quilo ao ano), França (1 quilo) e Estados Unidos (450 gramas).

Um quilo de peito sem osso custa entre R$ 25 e R$ 30

Uma barreira para o crescimento é o preço, que coloca o pato na categoria de carnes especiais. Um quilo de peito com pele e sem osso custa entre R$ 25 e R$ 30, quase quatro vezes mais do que o corte de frango.

Os pratos congelados são parte de um projeto muito maior em andamento. Na última semana, a agroindústria vendeu 40% do seu capital ao fundo de participação em empresas Mercatto – alguns dias depois, o fundo adquiriu parte da Forno de Minas.

“Trata-se de uma oportunidade rara de atuar no segmento premium de carne de aves. Embora a Villa Germania já seja a maior produtora e exportadora brasileira, seu potencial é ainda maior”, diz Alcineides Souza Júnior, sócio sênior da Mercatto.

O negócio, de valor não divulgado, deu fôlego à Villa Germania para implementar um plano de expansão de R$ 30 milhões. Ele inclui a ampliação da sede da empresa, em Indaial, que fará a sua capacidade de abates diários crescer de 7,5 mil para 25 mil aves. O número de empregados deve dobrar dos atuais 300 para 600, e o de integrados, de 45 para 120 na região de Mafra, Canoinhas e Itaiópolis, no Planalto Norte. Além disso, a empresa vai terceirizar outros produtos oferecidos hoje – o processamento de galinha d’angola e coelho, entre outros, deve ser suspenso em seis meses –, fazendo apenas a gestão da marca e das vendas.

A meta é que a receita da agroindústria salte dos R$ 28 milhões estimados para este ano para R$ 75 milhões em 2013. Este crescimento de 168% passa necessariamente pelo mercado europeu, para onde a Villa Germania deve fazer os primeiros embarques no próximo ano.

“Dos mercados abertos, o europeu é o melhor. Não podemos exportar para China e EUA, dois grandes consumidores, por falta de acordo comercial”, explica Grützmacher.

Com o reforço dos novos sócios, a Villa Germania poderá finalmente exportar para o Velho Continente. O processo de certificação começou em 2004, mas os embarques tiveram de ser adiados por causa da crise no mercado global de aves.

Mesmo sem ter presença na Europa, o mercado externo significa 60% do faturamento da empresa. O Japão é grande comprador de cortes de peito e coxas e sobrecoxas desossadas. Oriente Médio e China preferem aves inteiras. Estes últimos têm uma predileção especial por língua, que é o produto com maior margem de lucro da Villa Germania fora do País.

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