Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
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Alta do boi beneficia aves e suínos

Quilo da carne bovina no RS acompanha tendência de alta no País, com cotação de R$ 2,90. Consumo de frango e suíno cresce.

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Alta do boi beneficia aves e suínos

O aumento expressivo dos preços da carne bovina verificado desde setembro tem elevado a demanda de cortes de aves e suínos. De uma média de R$ 78,00 a arroba no País, os preços da carne bovina alcançaram R$ 83,00, no período compreendido entre o final de agosto e o início de setembro. Diante desse cenário, mesmo com o pequeno aumento de preços da carne de frango e suínos ocorrido pela valorização do milho, os consumidores vêm substituindo a carne vermelha.

No Rio Grande do Sul o movimento acompanha a tendência nacional, registrando um incremento que elevou o quilo da carne bovina para R$ 2,90 ou R$ 87,00 a arroba, ante R$ 2,70/quilo ou R$ 82,00 a arroba. Em São Paulo, a cotação beirava os R$ 95,00.

De acordo com o analista da Safras e Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o maior problema está na redução de oferta de matéria-prima, verificada em várias praças no País. “No Rio Grande do Sul isso se tornou um problema crônico”, avalia Iglesias.

No caso dos suínos, a expansão de consumo foi marcante nos últimos dias, não só pela elevação da carne bovina, mas também em função da aproximação das festas de final de ano. “A oferta e a demanda estão equilibradas, o que, frente ao cenário de maior consumo, tem ajudado a elevar um pouco os preços do suíno”, disse o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador.

A redução na oferta do produto ainda é reflexo da queda dos abates, por conta da crise de 2009. No final de julho, os preços de produtores não integrados estavam cotados a R$ 2,15 o quilo, volume que pela cotação atual chega a R$ 2,90. Entre os integrados, o aumento foi de R$ 2,00 para R$ 2,40.

Na região Sul, o volume de abates apresentou retração de 1,5% entre agosto de 2009 e o mesmo período de 2010. “Ainda não houve aumento dos plantéis, o que deve ocorrer em até 30 meses”, disse Folador. A aposta é que o consumo passe dos atuais 13 quilos/ano por pessoa para até 18 quilos/ano até 2015. “Esperamos que a carne suína tenha uma participação maior na mesa do brasileiro. Neste ano devemos fechar perto de 14 quilos per capita”, disse Fabiano Coser, diretor-executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

O setor de aves também comemorou o cenário positivo. O presidente da Ubabef, Francisco Turra, disse que a opção do brasileiro pela carne de frango é crescente: em 2009 foram consumidos 31 quilos de carne de frango por habitante, frente aos 42 quilos de carne bovina. “Em 2010 esse número é outro: foram 41,5 quilos de frango por habitante e 35 quilos de carne bovina”, comparou. Para o dirigente, esse fenômeno se deve principalmente aos preços acessíveis da carne de frango, que mesmo quando está valorizada ainda é mais acessível. “É a proteína mais barata e a segunda mais consumida no mundo”, afirma. O Brasil produz atualmente 12 milhões de toneladas de frango.

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