Ave da raça índio gigante é opção para garantir renda às famílias. Diferencial está no tamanho do animal.
Avicultores de MT apostam na criação de galo gigante que passa de 13 kg

Pequenos criadores de frango caipira, da Baixada Cuiabana, buscam melhorar o plantel e apostam em reprodutores da raça galo índio gigante. O resultado do cruzamento, de mais de 20 anos, é um frango mais precoce e com bom rendimento.
O galo chama atenção pela sua forma: peso e altura elevados. Para se ter uma ideia, um dos frangos desta raça, criado pelo produtor André Moreira, está com 95 dias e já atingiu 3,5 kg. De acordo com o criador, alguns dos animais de sua granja já passaram de 13 kg.
André diz que já criava galinha caipira em Santo Antônio de Leveger, a 35 km de Cuiabá. Mas o galo gigante complementou o seu negócio. “A rentabilidade é maior. A questão da precocidade é a mesma da galinha convencional, só que com o peso e tamanho bem diferente. A procura de mercado é muito grande”, explica o produtor.
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André conta que vende os reprodutores e matrizes para outros criatórios com objetivo de conseguir frangos precoces e com alto rendimento de carne. O criador já tem 14 reprodutores, 90 matrizes e cerca de 700 pintinhos. “A demanda é muito grande no estado. Tanto é que vamos dobrar a quantidade de pintinhos por causa dessa alta procura. Nós vamos criar cerca de 1500 pintinhos. Hoje já enviamos ovos via correios para o Brasil inteiro”, contou.
Para o controle de natalidade dos animais, os filhotes ficam divididos em baias. Quando adultos, é recomedado que os machos fiquem separados dos de outras raças para evitar qualquer agressividade.
Em uma outra chácara da região, Diogo Morelatto começou a criação destes galos há menos de um ano. Os machos reprodutores são identificados por presilhas colocadas na asas. “Temos esse controle para quando colocar os óvulos na encubadora saber quem é o pai. No nascimento nós colocamos a braçadeira em cada pintinho, de acordo com a numeração colocada no seu pai”, explica.
Diariamente os ovos recolhidos são levados para a chocadeira, onde permanecem, em média, por 21 dias até o nascimento dos pintinhos. Em seguida, são levados para o viveiro, como explica o criador Alecsandro de Oliveira Morais.
“O tratamento dele é comum, igual a um frango de granja. Além de dar a vacina, damos também uma vitamina na alimentação inicial”, pontuou.
Em menos de um mês os filhotes estão prontos para a comercialização. O valor do galo gigante está em média R$ 15 cada. Toda a produção atende a capital. Os produtores tem o objetivo de estender o mercado para outras localidades. “Estamos querendo adiquirir mais umas 30 matrizes para aumentar a produção”, observou.





















