Eles pedem rigor nas investigações sobre o ex-presidente Pedro Arraes. Funcionários se concentraram do lado de fora da sede da Embrapa.
Protesto em Brasília reúne funcionários da Embrapa

Um documento entregue à direção da empresa pelo Sinpaf, Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, pede o afastamento dos gestores envolvidos no processo que levou à demissão do ex-presidente Pedro Arraes e a participação de um representante dos trabalhadores nas investigações.
Há uma semana, Arraes pediu demissão do cargo que ocupou por pouco mais de três anos. O motivo da saída dele não foi divulgado oficialmente.
Segundo o Sinpaf, o ex-presidente abriu uma crise dentro da instituição. Ele teria tomado decisões sem consultar o conselho de Administração da Embrapa, formado por representantes de três Ministérios e do setor privado. O presidente do sindicato, Vicente Almeida, cita a criação da Embrapa Internacional, criada por Arraes no ano passado para articular ações de pesquisa no exterior.
Leia também no Agrimídia:
- •Nova UPL da Colonias Unidas inicia operação no Paraguai com suporte técnico da Agroceres PIC
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Exportações aquecidas e custos favoráveis contrastam com aumento das recuperações judiciais no agro
No Ministério da Agricultura, o secretário-executivo José Carlos Vaz, que preside o conselho de Administração da Embrapa, disse que só vai falar sobre o assunto depois de analisar que decisões serão tomadas, como a abertura de sindicância para apurar os fatos.
A equipe do Globo Rural tentou falar com o ex-presidente da Embrapa, Pedro Arraes, sobre as denúncias feitas pelos pesquisadores, mas não conseguiu contato.
O governo não decidiu, até agora, quem vai substituí-lo na direção da empresa. Quem está no cargo, interinamente, é a agrônoma Vânia Castiglioni.





















