Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Sem adversários, Kátia Abreu deve ser reeleita para presidir a CNA

A senadora Kátia Abreu deve ser reeleita para presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 14 de outubro

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Sem adversários, Kátia Abreu deve ser reeleita para presidir a CNA

Criticada por parte dos produtores rurais pela proximidade com o governo Dilma, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) deve ser reeleita para presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 14 de outubro, segundo dez parlamentares, sindicalistas e ruralistas ouvidos pelo Valor PRO, serviço de tempo real do Valor.

A inscrição das chapas se encerra hoje e a oposição, que ensaiava concorrer com candidatura própria, desistiu diante da dificuldade de angariar apoio suficiente para vencer. A reeleição dará a Kátia, que está no cargo desde 2008, o terceiro mandato seguido no comando da entidade, até dezembro de 2017.

A senadora chegou ao posto como presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET), cargo que ocupa desde 1996 e que hoje está no sexto mandato consecutivo. Pessoas próximas a ela, contudo, dizem que o plano não é continuar na CNA até o fim do mandato. Kátia tenta se firmar como a principal interlocutora do agronegócio no país para ser escolhida ministra da Agricultura.

Para atingir esse objetivo, ela deixou o DEM (e a oposição) em 2011 e se aproximou da presidente Dilma Rousseff, filiando-se ao recém-fundado PSD. Em 2013, nova troca partidária. Kátia brigou com a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, com quem disputa indicações para o Ministério da Agricultura, para ingressar no partido. O PMDB tem indicado o titular da Pasta desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – o atual ministro, Neri Geller, é do partido, mas é tido na legenda como um interino até as mudanças ministeriais de 2015.

A aproximação com o governo é criticada por parte dos ruralistas, embora poucos falem abertamente. O principal foco de insatisfação é a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Influente na Câmara, a frente tem criticado à gestão da senadora, que não teria tomado a dianteira de questões como a demarcação de terras indígenas e o novo Código Florestal para não se indispor com o Palácio do Planalto.

Uma rebelião contra o comando da senadora na CNA foi ensaiada desde o ano passado pelas federações do Mato Grosso e Paraná, e chegou a encontrar apoio nos Estados insatisfeitos com a gestão de Kátia, como Rio Grande do Sul e São Paulo, que veem uso do cargo na confederação para atingir objetivos pessoais.

Um dos casos mais citados é um processo por abuso de poder econômico. Os adversários da senadora a processaram pelo uso do cadastro da CNA para enviar boletos de R$ 100 a 600 mil produtores rurais do país para arrecadar doações para a campanha eleitoral de 2010, quando Kátia elegeu o filho deputado federal.

A ação foi negada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), que entendeu que não houve abuso. Os adversários entraram com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teve posicionamento favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) à investigação de Kátia e seu filho, mas o caso ainda não foi julgado pela Corte.

“Reconheço que a atividade classista alavanca a atividade política, isso é um fato, mas não concordo com o exercício dos dois cargos ao mesmo tempo. A vida partidária gera compromissos que causam conflitos de interesses e podem prejudicar a representação do setor “, diz o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado (PSD).

Os dissidentes chegaram a entrar com ação judicial este ano contra a prestação de contas da entidade, mas calcularam que não teriam força para vencer a atual presidente no voto. A eleição da CNA é feita pelos presidentes das 27 federações estaduais e a pemedebista é muito influente no Norte e Nordeste, entidades com menor peso no setor, mas que têm direito a 16 votos.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, diz que a senadora deve ser reeleger com até 24 votos favoráveis e três contrários: Paraná, São Paulo e Mato Grosso. “A tendência é que ela se reeleja, mas o descontentamento de uma ou outra federação pode existir e é natural dentro de um processo eleitoral”, afirma.

Com esse cenário, Prado, que era o candidato da oposição à presidência da CNA, preferiu concorrer ao Senado pelo Mato Grosso. A senadora Kátia Abreu foi procurada desde quinta-feira para comentar, mas, em campanha para reeleição ao Senado, não respondeu aos pedidos de entrevista.

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