As exportações japonesas se recuperaram em setembro ao crescerem 6,9% ante o mesmo mês do ano anterior.
Exportações japonesas se recuperam em setembro e crescem 6,9% ao ano
As exportações japonesas se recuperaram em setembro ao crescerem 6,9% ante o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Ministério de Finanças divulgados nesta quarta-feira, ajudada pela desvalorização do iene frente ao dólar no mês de relatório e um aumento na produção entre os fornecedores dos novos smartphones da Apple.
Em agosto, as exportações haviam recuado 1,3% na base de comparação anual. O resultado de setembro, contudo, ficou abaixo do crescimento previsto pelo mercado, de 7,4%.
Os dados mostram, ainda, que o déficit na balança comercial do país avançou 1,6% em setembro, para 958.3 bilhões (US$ 8,95 bilhões), em relação ao mesmo mês do ano passado, primeira alta nessa base de comparação em três meses. O Japão vem registrando déficits na balança há 27 meses. Pesquisa feita pelo “The Wall Street Journal” junto a u m grupo de economistas havia apontado previsão mediana de déficit bem mais baixa, em 768 bilhões de ienes (US$ 7,17 bilhões ).
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Enquanto o iene mais fraco ajuda a inflar o valor das exportações do Japão, porém, ele aumenta a conta das importações, que subiram 6,2% em setembro sobre o mesmo mês do ano anterior. Uma grande entrada de gás natural importado em setembro ajudou a empurrar o valor das compras no mês, segundo dados do ministério.
Em setembro, a moeda japonesa atingiu o patamar mais baixo frente ao dólar, em 110 ienes para cada dólar.
O registro de mais um déficit comercial mensal ocorre em meio a uma grave escassez de mão de obra no Japão e contínua busca das multinacionais japonesas por insumos de fora, uma tendência que alguns economistas apontam ser arriscada para os esforços do primeiro-ministro Shinzo Abe em estimular a economia através de um iene mais fraco.
A longa série de déficits também reflete problemas de energia do Japão, após as usinas nucleares do país terem sido fechadas depois do acidente nuclear de Fukushima, em 2011, deixando o país dependente de combustíveis fósseis, importados, para 90% da geração de eletricidade, em comparação com cerca de 60% antes do acidente.
O governo de Abe prevê que o déficit comerciai diminuirá este ano, após registrar 11 trilhões de ie nes em 2013, mas somente nos seis primeiros meses deste ano já há um acúmulo de 8 trilhões de ienes como déficit, o que projeta um novo recorde no vermelho para este ano.





















