Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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O agro une o Brasil – Luiz Carlos Corrêa Carvalho

Há uma mudança na forma de ver e entender o agronegócio pela sociedade brasileira.

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O agro une o Brasil – Luiz Carlos Corrêa Carvalho

O segundo turno do pleito para a Presidência da República no Brasil mostrou um equilíbrio político inédito entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e coligações e o Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB) e partidos que o apoiaram. A diferença apurada pelas urnas registrou uma margem estreita de apenas 3,3%. A próxima gestão presidencial de 2015 a 2018 terá adiante um cenário bem diferente daquela vigente no período anterior, com uma disputa mais acirrada entre a posição e a oposição. Por sua vez, a demanda dos brasileiros também será outra em desejo e anseios.

Existem no Brasil cerca de 33 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. No próximo mandato, o número de partidos com representação no Congresso Nacional passará dos atuais 22 para 28. Essa tendência de fragmentação do sistema político diminui a importância de elementos essenciais ao desenvolvimento democrático como a representatividade e o voto. Para atender os mais dispersos interesses e influências, o governo monta uma máquina administrativa com 39 ministérios, com muita sobreposição e distorção. O agronegócio, com toda a sua pujança e dinâmica, é muito penalizado nesse modelo porque falta uma gestão matricial.

Junto com as outras entidades do agro, a Abag foi signatária de um documento amplo e profundo coordenado pelo Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas. Os principais candidatos a Presidência da República tomaram conhecimento desse trabalho em agosto último. No 13º Congresso Brasileiro de Agronegócio, o seu conteúdo serviu de base para discussão entre as equipes dos candidatos, com ampla repercussão na sociedade. Fruto dessa intensa mobilização e de outras, o setor recebeu assédio constante da classe política, coisa pouco vista no passado.

Como estamos, na verdade, em outros tempos, precisamos de urgentes adaptações e rearranjos. Temos de olhar para frente. Há uma mudança na forma de ver e entender o agronegócio pela sociedade brasileira, como apontam as pesquisas realizadas nos últimos anos. Cada vez mais, a percepção das pessoas é de ser um setor fundamental para o crescimento econômico e social do Brasil. A expansão das fronteiras agropecuárias faz a integração do país e leva riqueza para o interior, como bem mostram os índices de desenvolvimento humano (IDH) dos municípios.

O agro ajuda a unir o país, assim como fez em países como os Estados Unidos. Não é apenas o olhar limitado na produção rural, mas sim a consolidação de cadeias produtivas complexas com atividades industriais e de serviços. Veja a contribuição disso tudo para a balança comercial brasileira. A demanda mundial de proteína animal, além de alavancar a pecuária, favorece a combinação dos grãos de milho e soja, com a produção das carnes de aves e suínos. A indústria da cana-de-açúcar, afetada por uma política pública equivocada no controle dos preços dos combustíveis, deixa de explorar seu potencial no açúcar, etanol e a cogeração de energia.

O Agro, sem arrogância, tem conseguido dar suporte à balança comercial brasileira sempre com a visão prioritária para o crescimento e desenvolvimento do país. As projeções para o horizonte próximo e futuro são de fortes incrementos na produção e a exportação dos produtos no agronegócio brasileiro, nas mais diversas fontes de citações, sejam nacionais e internacionais. A demanda por investimentos em infraestrutura e logística irá se acentuar ainda mais. Cabe, portanto, um ordenamento e planejamento básico para os resultados aparecerem naturalmente.

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