Apresentada como o melhor lugar do mundo para a produção de aves em razão da associação de vários fatores, a avicultura industrial de Santa Catarina enfrenta problemas para competir no mercado mundial.
Mais ferrovia para a avicultura catarinense

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Júnior, em entrevista recente, avalia a situação do setor. Ribar Júnior explica que no caso específico de Santa Catarina, “precisamos tratar da cadeia de abastecimento de grãos. Apenas a soja e o milho representam algo em torno 65% a 70% do custo do animal vivo. Essa é a grandeza do problema”. E acrescenta: “O Estado é importador de grãos.” Tal realidade, defende o empresário, impõe garantir competências em logística e armazenagem. “Uma malha ferroviária eficiente traria ganhos absolutamente sustentáveis para o Estado. Estamos atrasados 20 anos neste sentido. A cada ano perdemos competitividade comparativamente ao Paraná e ao Centro Oeste”, queixa-se.
Para ele, a construção de um sistema ferroviário é uma ação impactante que ajudaria resolver a crise do abastecimento do milho. “Reduzir o custo logístico poderia ter salvado muitas empresas que aqui estavam. Mas não podemos tratar apenas esta frente. Temos que disponibilizar mais grãos em nossa produção local. Aprender a trabalhar melhor com o mercado futuro, realizando contratos que permitam manter os custos gerenciáveis e trabalhar com alternativas de importação quando esta for viável e necessária”, analisa.
O Estado barriga-verde tem mais de 17.000 suinocultores e avicultores produzindo num setor que emprega diretamente 105 mil pessoas e, indiretamente, mais de 220 mil trabalhadores com abate superior a 1 bilhão e 300 milhões de cabeças/ano. A avicultura brasileira se desenvolveu copiando o modelo de parceria produtor/indústria implantado em Santa Catarina a partir do início dos anos 1970.
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