Na primeira semana da greve dos caminhoneiros, mais da metade dos pintos de corte nascidos morreram
Pelo menos 25% da produção de pintos de um dia está perdida

O cenário para o setor avícola produtor de pintos de um dia, tanto de corte quanto de postura, é catastrófico, avalia a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco). De um lado, há a paralisação das atividades de incubação, por outro a produção de pintos de ovos que já estavam em incubatórios começa a morrer de inanição.
De acordo com a associação, a produção do pinto de um dia implica em 21 dias de incubação. Portanto, quando o movimento caminhoneiro foi iniciado, em 21 de maio, já estavam em máquina ovos férteis de três semanas – o correspondente a três quartos da produção mensal.
Neste sentido, como os nascimentos ocorrem diariamente, nestes oito dias de movimento nasceu volume de pintos equivalente a um quarto (25%) do total mensal. E a maioria deles não saiu dos incubatórios. O resultado é que, sem ração inicial e sem aquecimento apropriado, “a quase totalidade da produção (as exceções foram raríssimas) morreu por inanição”.
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A Apinco também calcula que, mesmo com a demanda interna e externa já retraída, na primeira semana da paralisação dos caminhoneiros permaneceram nos incubatórios e morreram mais da metade dos pintos de corte nascidos no período, ou seja, 50 milhões de cabeças. Piquetes formados na frente de empresas impediram qualquer movimentação de veículos para o despacho desses animais.
Haverá impactos significativos para a cadeia da avicultura, aponta a entidade, uma vez que para poder produzir, mensalmente, mais de 1 milhão de toneladas de carne de frango, a avicultura incuba, diariamente, em torno de 25 milhões de ovos férteis. “E a maior parte desses ovos não chegou aos incubatórios, sequer saiu das granjas onde ocorreu a produção, forçando a paralisação das incubações”, conclui.
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