Valorização do dólar frente ao Real eleva interesse pelas exportações e reduz volume de insumos no mercado interno
Com alta do dólar milho fica mais caro e soja se mantem

Com a cotação do dólar a R$ 4,10 foi dado novo impulso às cotações do milho no mercado brasileiro, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A valorização do dólar frente ao real elevou o interesse pelas exportações, o que resulta em alta nos valores do cereal nos portos.
Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, vendedores seguem retraídos, devido à menor oferta desta segunda safra e ao alto valor do frete, principalmente do Centro-Oeste. Na região de Campinas (SP), o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 41,66/sc de 60 kg nessa sexta-feira, 24, aumento de 0,9% frente à sexta anterior, 17.
Já a soja, apesar da forte valorização do dólar frente ao real, a demanda enfraquecida limitou os avanços internos conforme dados do Cepea. Segundo traders consultados pelo órgão, praticamente não houve procura externa pela oleaginosa brasileira nos últimos dias. Isso se deve à expressiva queda nos contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago), devido às boas condições das lavouras norte-americanas, cenário que alimenta as expectativas de safra recorde na temporada 2018/2019.
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O Indicador Esalq/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 0,44% entre 17 e 24 de agosto, a R$ 91,19/saca de 60 kg nessa sexta-feira. O Indicador Cepea/Esalq Paraná teve aumento de 1,32% no mesmo comparativo, a R$ 85,06/sc de 60 kg





















