Novo presidente quer reduzir a cobrança do ICMS nos produtos da suinocultura na exportação para outros estados
Sob nova gestão, Acrismat pleiteará redução de ICMS para o setor

Com objetivo de diminuir a cobrança do Imposto Sobre Circulação Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos oriundos da suinocultura para exportação e fomentar o consumo da proteína no estado, Itamar Antônio Canossa assumiu a presidência da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), junto com a diretoria para o biênio 2019/2020. O evento aconteceu na sede da Acrismat e contou com a presença de presidentes de associações estaduais e nacionais, lideranças políticas e ex-presidentes da associação.
Canossa contou qual será o principal foco de trabalho no início de sua gestão. “Vamos trabalhar para reduzir a cobrança do ICMS nos produtos da suinocultura na exportação para outros Estados por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder). Estamos reformulando alguns pontos para enquadrar os suinocultores neste programa, dessa forma conseguiremos exportar nossa produção a um preço mais competitivo em relação a outros Estados produtores. Além disso, trabalharemos para em breve extinguir de vez a cobrança do preço de pauta”, pontuou.
Associado da Acrismat há mais de 17 anos, o novo presidente contou que começou a participar mais ativamente das decisões da associação nos últimos seis anos. “Comecei como conselheiro fiscal suplente, depois como efetivo por duas vezes e agora assumo como presidente. É um desafio muito grande, pois atualmente contamos com um plantel de cerca de 150 mil matrizes, precisamos trabalhar para conquistar mercado para toda essa nossa produção, para isso fomentar o consumo da carne suína também em Mato Grosso é fundamental”, declarou.
Leia também no Agrimídia:
- •Filipinas ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne suína em fevereiro
- •Custos de ração baixos e carne bovina cara podem favorecer suinocultura em 2026
- •Reino Unido recolhe produto de carne suína após detecção de Salmonella
- •Reino Unido retira produtos suínos após escândalo sanitário envolvendo peste suína africana no Vietnã
Sobre a atividade da suinocultura, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) Normando Corral, falou em tom descontraído sobre sentir uma pontinha de inveja da atividade. “Sabemos que a suinocultura é uma indústria transformadora, em pouco tempo transforma proteína vegetal em animal e que de tempos em tempos passa por dificuldades por conta dos custos de produção. Mas confesso que tenho certa inveja, minha atividade é a agricultura e a pecuária de corte e apesar de termos o maior rebanho bovino do Brasil, a carne mais consumida no mundo é a suína, se fosse bovina eu estaria em uma situação um pouco melhor agora”, brincou.
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes falou sobre o momento da associação e de sua representatividade no cenário nacional. “A Acrismat tem uma história de sucesso, quem acompanha a suinocultura brasileira necessariamente precisa conhecer a história destes 26 anos da associação. As pessoas que vieram para Mato Grosso realizaram um brilhante trabalho, extremamente profissional e transformaram a suinocultura em uma potência. A mudança na diretoria mostra que os mais jovens estão engajados com a associação e querem participar de todo o processo de desenvolvimento da suinocultura”, avaliou.
A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), Daniella Soares de Almeida Bueno enalteceu a participação da Acrismat em relação às questões de sanitárias. “Em 2015 vimos a oportunidade de incluir o Mato Grosso na lista de Estados Livres da Peste Suína Clássica, em parceria com a Acrismat nós conseguimos instalar em menos de 90 dias um posto de fiscalização em Guarantã do Norte (distante 671 km de Cuiabá). Graças a este apoio em 2016 nós fomos à Paris receber a certificação Estado Livre da Peste Suína Clássica”, revelou.




















