De acordo com Fava Neves, reação dos países europeus ao avanço das queimadas na Bacia Amazônica foi exagerada
“Misturar a questão dos alimentos com a questão da floresta é oportunismo”, avalia professor

A reação dos países europeus ao avanço das queimadas na Bacia Amazônica foi exagerada, na avaliação de Marcos Fava Neves, especialista em administração e agronegócio, professor da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade de São Paulo. Segundo ele, embora as queimadas sejam um problema que precisa ser enfrentado, o mundo reagiu de uma maneira maior do que o necessário.
“Houve uma overreaction, motivada por um conjunto grande de fake news”, avalia Fava Neves. Ele aponta que a reação do governo brasileiro contra o aumento do número de queimadas em agosto foi tardia, mas possibilitou que a questão fosse contornada a tempo.
Sobre possíveis impactos desse momento de turbulência entre o governo brasileiro e os países da União Europeia – principalmente, com a França –, Fava Neves acredita que não haverá reflexos no acordo comercial entre aquele bloco e o Mercosul. “O acordo é maior que tudo isso”, comenta.
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“Misturar a questão dos alimentos com a questão da floresta é oportunismo. E tem gente interessada nisso”, ressalta o professor, que é especialista em planejamento estratégico no agronegócio.
























