Farinha de barata-de-madagascar foi inserida na dieta dos animais
Estudo mostra viabilidade da utilização de insetos na criação de codornas
Estudo realizado no Instituto de Ciências Agrárias (ICA) demonstrou que dieta à base de insetos é nutritiva, proporciona ganho de peso e não causa prejuízos à saúde de codornas de corte. Larissa Freitas, estudante do curso de Zootecnia, obteve, em seu projeto de iniciação científica, resultados positivos em testes com a inserção de farinha de barata-de-madagascar na alimentação de 312 codornas.
A pesquisadora afirma que o alimento pode ser utilizado de forma sustentável e tem grande potencial de comercialização. A barata foi usada como modelo devido ao seu alto potencial biológico e por ter cerca de 60% de proteína bruta em sua composição.
Larissa conta que as codornas foram abatidas com 35 dias e foram recolhidas amostras de sangue de uma fêmea e um macho de cada unidade experimental. “Após análise podemos verificar que não houve prejuízo para saúde dessas aves, o que indica que é possível a utilização da farinha da barata de madagascar na alimentação sem prejuízo para as aves, com ganho de peso elevado e sendo economicamente sustentável”, concluiu.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de ovos do RS crescem mais de 30% no quadrimestre e ganham espaço no mercado externo
- •Evento do CBNA aponta lacunas em pesquisas e cobra avanços na nutrição animal no Brasil
- •Cobb promove seminários técnicos em quatro países da América Central e reforça manejo na avicultura
- •Missão de pecuaristas da Irlanda ao Brasil, com denúncias sobre antibióticos, antecede veto europeu à carne brasileira
O projeto, desenvolvido no Setor de Coturnicultura do ICA, recebeu menção honrosa no Congresso Brasileiro de Insetos Alimentícios e Tecnologias Associadas (Icetec), realizado no fim do ano passado, no campus Montes Claros.























