Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Proteção no campo pelo bem da cidade

“Com o objetivo de barrar o contágio do vírus, o documento reúne orientações para a proteção aos produtores e trabalhadores rurais, buscando  garantir segurança no ambiente de trabalho, considerando as características dessa importante área da atividade humana.”

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Proteção no campo pelo bem da cidade

O vírus não é urbano ou rural, é universal. Está em todos os ambientes, por isso é necessário ampliar o nível de consciência de todos que vivem ou trabalham no campo sobre a vital importância da atenção total para os cuidados de proteção a saúde em relação ao novo Coronavírus. As vidas no campo são preciosas e as atividades do setor primário (especialmente a agricultura e a pecuária) são atividades essenciais, portanto, não podem parar: são a base da produção de alimentos. Manter a regularidade na produção e no abastecimento é a prioridade absoluta das entidades do agronegócio e do governo. Se faltar comida, o caos se instalará.

Nas últimas semanas acendeu o sinal amarelo para esse setor em face de notícias do descumprimento de regras de isolamento social. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e os Ministérios da Agricultura e da Saúde lançaram uma cartilha on line com recomendações de prevenção ao Coronavírus nas propriedades rurais. Com o objetivo de barrar o contágio do vírus, o documento reúne orientações para a proteção aos produtores e trabalhadores rurais, buscando  garantir segurança no ambiente de trabalho, considerando as características dessa importante área da atividade humana.

A cartilha explica detalhadamente as formas de prevenção ao Coronavírus, os sintomas da doença e as medidas que precisam ser adotadas em meio à pandemia, como evitar o uso compartilhado de ferramentas e equipamentos e a restrição de acesso às propriedades rurais apenas às pessoas estritamente necessárias.

Em casos de trabalhadores com sintomas da Covid-19, a cartilha apresenta sugestões que podem ser implementadas pelo gestor rural para garantir a recuperação do funcionário e proteção dos demais, evitando a propagação da doença. Também são abordados os procedimentos para as boas práticas de fabricação de alimentos, armazenamento e comercialização durante esse período de pandemia.

Essas orientações confiáveis e didáticas são importantes para uma conduta segura, nesse momento em que foi reduzida ou suspensa a presença física nos estabelecimentos rurais de técnicos e instrutores do Senar, das cooperativas agropecuárias e do serviço de assistência técnica e extensão rural.

A agricultura e seus agentes – os produtores, trabalhadores e empresários rurais – precisam vencer a pandemia e, quando ela passar, devem ressurgir fortes e atuantes porque a qualidade e a sanidade dos alimentos será uma grande preocupação do mundo no pós-pandemia. Por isso, mais do que nunca, é essencial seguir os rígidos protocolos. Nesse contexto, seria esse um ótimo momento para atualizar e modernizar a legislação sanitária brasileira.

 O produtor rural brasileiro é, sem dúvidas, especialista em sobreviver a tempos de crise. Agora não será diferente. A novidade é que ele tem mais informação, apoio de várias instituições e ferramentas do mundo digital. Por outro lado, esse novo cenário imposto pela pandemia faz surgir novos projetos e novas ferramentas.

As cadeias produtivas das proteínas animal e vegetal são conhecidas internacionalmente pela sanidade e segurança, além da produção e da produtividade, características que levaram o Brasil à condição de grande produtor mundial de alimentos.

Merece registro, nesse momento, a atuação firme e segura da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, na coordenação de medidas concretas para minimizar as dificuldades do setor agropecuário. Entre elas estão o acesso dos produtores ao crédito e antecipação de benefícios e garantias, como forma de assegurar renda para pequenos, médios e agricultores familiares.  Foram priorizados os setores mais impactados, como hortifrutigranjeiros, leite e flores. 

A Covid-19 deve influenciar a elaboração do Plano Safra 2020/2021, que –  por razões óbvias – deve vir mais robusto que nos anos anteriores. Além do seu caráter essencial, a conhecida capacidade de reação e recuperação manterá a agricultura no front da retomada do crescimento, nesse cenário econômico inédito provocado pelo novo Coronavírus.

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