Indice de carnes alcançou média de 168,8 pontos, com queda de 4,7 pontos, ou retração de 2,7%
Índice da FAO aponta queda de 2,7% no preço das carnes

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) atingiu 165,5 pontos em abril, o que representou queda de 3,4% (5,7 pontos) em relação a março. É o menor índice desde janeiro do ano passado. Segundo a organização, o declínio no último mês foi o terceiro consecutivo no valor do índice.
A FAO atribui a retração nos preços aos impactos negativos nos mercados internacionais de alimentos decorrentes da pandemia de Covid-19. Com exceção para o subíndice de cereais, todos os outros registraram quedas significativas ao longo do ano, inclusive o Índice de Preços de Carnes.
Em abril, o índice de carnes alcançou média de 168,8 pontos. O número representa queda de 4,7 pontos, ou retração de 2,7%, no comparativo com o mês anterior. Segundo a FAO, as cotações internacionais para todos os tipos de carne caíram.
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Para a organização, isso ocorreu porque a recuperação parcial da demanda de importação, principalmente da China, foi insuficiente para equilibrar com a queda nas importações de outros países. No escopo do problema, está a contínua dificuldade econômica causada pela pandemia de Covid-19.
Além disso, ocorrem problemas de logística e gargalos, com uma queda acentuada na demanda do setor de serviços de alimentação devido a bloqueios.
Ainda de acordo com a FAO, mesmo com os níveis reduzidos de processamento de carne, à medida que a escassez de mão-de-obra tem aumentado, as vendas decadentes de restaurantes levam ao aumento do estoque e às disponibilidades de exportação, também pesando nas cotações de preços da carne.





















