Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Artigo

Em tempos de pandemia, inovação é regra na produção de proteína animal

Por Marcelo Suzuki, head Global do Centro de Competência para a Cadeia da Proteína Animal, e Lauri Miguel, Desenvolvedor de Negócios, da Siemens

Em tempos de pandemia, inovação é regra na produção de proteína animal

Em um mundo onde crescem as preocupações com a qualidade dos alimentos que consumimos, o incremento de tecnologias por parte da indústria de alimentos se tornou regra para dar aos consumidores o máximo de informações possíveis sobre a origem dos produtos que ele está levando à mesa. Ao mesmo tempo, as inovações no setor não só ajudarão as empresas a atender essas demandas do mercado como também serão cruciais para a cadeia de proteína animal na adequação de suas atividades durante a retomada do mercado pós-pandemia da Covid-19. 

Tecnologias como Blockchain, Inteligência Artificial, Robótica, Cloud e Edge Computing já são realidade na indústria de alimentos, e têm ganhado relevância no segmento de carnes (bovino, suíno e aves) e demais produtos de proteína animal. A partir dessas soluções, o mercado consegue obter dados de todo o processo de produção, reforçando assim a qualidade e elevando o valor agregado aos itens colocados à venda. É o que oferece o Centro de Competência para a Cadeia da Proteína Animal, que foi inaugurado pela Siemens há dois anos no Brasil sendo a única plataforma de soluções tecnológicas do mundo e cuja localização deve-se à importância do país para o mercado global de carnes. 

Ao adquirir, por exemplo, a picanha para o churrasco do fim de semana ou o filé de frango para o almoço com a família, já é possível saber a origem da carne, onde o animal foi criado, ração dada durante o seu desenvolvimento, se houve alteração em seu desenvolvimento etc, informações que hoje já são recomendadas pelos órgãos de Saúde e Vigilância Sanitária, e que estarão cada vez mais presentes nos produtos que consumimos. 

Soluções inovadoras também serão essenciais para as companhias se diferenciarem no mercado no período de retomada da economia no pós-pandemia. Por meio do Centro de Competências para a Cadeia da Proteína Animal, é possível simular diversas atividades e prever o rendimento da linha de produção antes mesmo de colocar o serviço em prática. Simulação de máquinas antes de colocá-las em operação, testes de quantas pessoas serão necessárias para atingir determinado nível de produção, quantidade de energia que será consumida, tempo de espera do operador até a saída de um lote, entre outras iniciativas são todas realizadas hoje virtualmente antes mesmo de serem colocadas em prática.  

A automação nas unidades produtivas do setor está em linha também com as questões ligadas à sustentabilidade, como por exemplo a redução no desperdício de alimentos. Antes, caso um frigorífico tivesse um problema de contaminação em parte da carne produzida, por exemplo, a empresa era obrigada a jogar fora quilos e quilos do alimento para evitar que algo estragado chegasse ao consumidor. Ao rastrear toda a cadeia de produção de produção por meio da tecnologia Blockchain, esse tipo de imprevisto é facilmente detectado, sendo necessário descartar apenas o lote específico que foi contaminado. 

A digitalização da cadeia também acaba com o uso de papel ao longo do processo de produção, e tem feito a diferença neste período de pandemia por conta da redução no número de colaboradores atuando simultaneamente. Ao utilizar tecnologias como Cloud, Edge Computing e MES/MOM (Manufacturing Execution System/Manufacturing Operation Management) para o uso de dados dentro da unidade, essa inovação põe fim ao sistema de informações manual com o uso do papel, otimizando as atividades e agilizando todo o processo produtivo. Soluções de Edge Computing, inclusive, têm grande potencial no segmento pela possibilidade de análise de dados e Inteligência artificial local sem a necessidade de conexão em nuvem.

Seja para informar o consumidor sobre o produto que ele está adquirindo ou otimizar a linha de produção, hoje se faz necessário introduzir as novas tecnologias no setor de proteína animal. Dessa forma, tendo a inovação como uma aliada, empresas e produtores poderão atuar de forma resiliente, se adaptando melhor às demandas imprevisíveis do mercado principalmente em tempos de pandemia.

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