Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Entrevista

O agronegócio tem muito mais a ganhar com a Amazônia preservada

Sem discurso ufanista ou mania de perseguição, o agro brasileiro necessita de um planejamento estratégico para o seu futuro

O agronegócio tem muito mais a ganhar com a Amazônia preservada

As questões ambientais atingiram uma escala sem precedentes neste ano. No Brasil, as imagens de queimadas na Amazônia e no pantanal correram o mundo. Os números alarmantes de desmatamento no bioma amazônico se tornaram assunto de discussão internacional. O negacionismo, a falta de ações emergenciais e atuações conflitantes do governo federal colocaram o Brasil negativamente sob o radar das agendas ligadas à sustentabilidade e à preservação ambiental no mundo. Internacionalmente, a imagem do país pode estar arranhada, mas não a do agro. “Criou-se uma mania de dizer que a imagem do agro brasileiro é ruim no exterior. Definitivamente, isso não é verdade”, ressalta o presidente de Associação Brasileira de Agronegócio (Abag).

Marcello Brito

A entidade realiza monitorias constantes nas mídias estrangeiras. Nestes levantamentos, citações um pouco mais negativas em relação a presença de gado e soja na região amazônica. Afora isto, não se encontram referências fortes com o agro nacional. “Não é o agro que tem uma imagem ruim no exterior, é a política ambiental do atual governo. É a política de saúde na questão da Covid-19, é a política direcionada aos indígenas e aos direitos humanos, além de outras ações do atual governo que tem uma imagem muito ruim lá fora”, indica Brito.

O fato é o que desmatamento tem prejudicado diretamente o setor agropecuário. Na opinião do presidente da Abag, o último setor econômico com capacidade de colocar o Brasil entre os três principais players do mundo. “Porque nos outros setores como serviço, indústria e inovação e tecnologia o país já ficou para trás”, ressalta.

O Brasil precisa promover o casamento do agro com o ambiental O Brasil possui uma das produções agrícolas mais sustentáveis do mundo. Só que é preciso compreender que ela está conectada ao tratamento dado as questões ambientais do país. Uma Amazônia bem cuidada transmite uma mensagem positiva para o mundo inteiro. A Amazônia tal qual vem sendo tratada, passa uma imagem altamente negativa, com prejuízos para todos os produtos do país. Normalmente acusado de ser o principal motor desta destruição, o agronegócio tende a adotar posições reativas e não proativas. O seu papel nem sempre é o determinante no processo de desmatamento.

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