Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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COVID-19

Imunizante do Butantan tem o desafio de obter 20 milhões de ovos para produzir vacina

Butanvac usa células do ovo para multiplicar vírus

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Imunizante do Butantan tem o desafio de obter 20 milhões de ovos para produzir vacina

Cientistas brasileiros estão trabalhando para produzir a primeira vacina contra covid-19 do país, a Butanvac, sendo que um dos desafios é conseguir 20 milhões de ovos de galinha para fazer 40 milhões de doses de vacina. O imunizante está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo, responsável pela produção da Coronavac no Brasil, vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. A técnica é similar a usada na fabricação da vacina da gripe. No caso da covid, o vírus da doença de Newscastle geneticamente modificado é injetado no ovo, onde utiliza a célula do embrião desse ovo para se multiplicar. Esse vírus vai receber a proteína S do coronavírus que será inserida no corpo, por meio da vacina, e provocar uma resposta imune à covid-19.

Meio milhão de ovos de galinha chegam todos os dias ao Instituto Butantan, sendo inspecionados detalhadamente em um processo chamado ovoscopia, no qual a qualidade dos embriões é avaliada através da casca e com o auxílio de uma pequena lanterna. Depois desse processo, os ovos saudáveis são transferidos por esteiras transportadoras para a área viral do instituto, uma sala higienizada, onde funcionários, que estão totalmente equipados com roupas de segurança, lidam com o vírus, no caso, o SARS-Cov-2, e o injetam no ovo.

“Cada ovo receberá uma pequena quantidade do vírus que estamos trabalhando, e, depois desse processo, é incubado por dois ou três dias, com temperatura e umidade controladas”, afirma o gerente de produção da Butanvac, Douglas Gonçalves.

Terminado o processo de incubação, realizado em grandes câmaras, os ovos são resfriados e cortados, momento em que se extrai o líquido onde se concentra o vírus covid-19. Neste laboratório, as medidas de cuidado e higiene são revistas ao máximo. Isso porque qualquer movimento brusco dos funcionários pode gerar uma alteração do processo, principalmente na fase de clarificação e filtragem do líquido

“Quando tivermos os primeiros sinais de eficácia, podemos expandir [a produção] e chegar a até 40 milhões de doses”, afirmou Dimas Covas, diretor do Butantan. Em cada ovo, se produz duas vacinas. Enquanto se aguarda o resultado dos testes da Butanvac em voluntários, o Butantan já começou a produzir 7 milhões de doses. Cerca de 18 milhões de imunizantes prontos estão previstos para julho

O instituto está confiante de que a Butanvac estará pronta até o final do ano, quando poderá começar a ser exportada para países onde o processo de imunização está mais atrasado do que no Brasil, que espera vacinar toda a população até setembro, segundo previsão do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

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