Considerando as principais ações de frigoríficos brasileiros, qual deve ser a mais apreciada?
No churrasco de ações, compre mais JBS e Marfrig, mas reduza corte de BRF

O mercado está meio sem apetite com as ações expostas às commodities agrícolas, uma vez que os preços de milho, soja, carne suína, dentre outros estão muito voláteis. O setor de proteínas animal é justamente pressionado pelo lado da oferta. Mas, do ponto de vista da demanda, o churrasco pede mais carvão.
De acordo com um relatório obtido pelo Agro Times, a demanda por alimentos deve continuar crescendo em um cenário pós pandemia na maioria dos países, sustentando um bom momento para as empresas de proteínas no geral.
A XP Investimentos continua mais otimista em relação a carne bovina, principalmente nos Estados Unidos.
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A corretora alerta que a demanda de carne suína deve esfriar, com a China recuperando seu rebanho interno da peste suína africana. Já o frango continua bastante descontado no Brasil, especialmente quando comparado à carne bovina.
E considerando as principais ações de frigoríficos brasileiros, qual deve ser a mais apreciada? A XP responde:
“Estamos elegendo a JBS (JBSS3) como nossa escolha predileta no setor de proteínas devido a uma combinação de fatores conjunturais – bom momento para a indústria dos EUA, tanto para as carnes bovina e suína quanto para o frango, com a Pilgrim’s Pride“, comentam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez.
Outro ponto citado pela dupla da XP à favor da JBS é a redução do seu custo de capital, algo visto com bons olhos pela corretora e que ainda não foi 100% precificado pelo mercado.
Por sua vez, a Marfrig (MRFG3) também deve ser beneficiada pelo cenário nos EUA, ajudada pela população vacinada. E ainda vale citar o futuro diversificado que a companhia teria com a potencial aquisição da BRF (BRFS3).
Falando em BRF, é melhor ter cautela com ação no momento para evitar indigestão.
“Após forte desempenho das ações, acreditamos que outros nomes oferecem uma margem de segurança maior em termos de potencial de alta, pelo menos até as intenções da Marfrig em adquirir quase um terço da BRF se tornarem claras, o que só deve ocorrer no médio prazo”, concluem os analistas.





















