Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Bem-estar Animal

Investimento em ‘maternidade suína’ otimiza bem-estar animal

Bem-estar animal atesta comprometimento da indústria com sustentabilidade e traz expectativa de benefícios na qualidade dos produtos

Investimento em ‘maternidade suína’ otimiza bem-estar animal

Antes vista como uma preocupação restrita à indústria de alimentos, a discussão sobre o bem-estar animal tem ganhado destaque também entre os consumidores. Segundo levantamento da agência de pesquisa norte-americana Union + Webster, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), 87% da população brasileira dá preferência a empresas que adotam práticas conscientes e sustentáveis em suas rotinas produtivas. Entre elas, a responsabilidade com o cuidado animal se mostra um dos temas mais abordados pelos entrevistados.

Mas, apesar de se tratar de um tema novo para o grande público, os cuidados com bem-estar animal não são novidade para a indústria alimentícia brasileira. Diversos selos, nacionais e internacionais, já certificam as operações de empresas focadas nos setores de proteína animal, como no caso do segmento de carne suína.

Nesse ramo industrial, as práticas que miram o bem-estar animal não apenas atestam o comprometimento da indústria com a sustentabilidade, mas também trazem uma expectativa de benefícios na qualidade dos produtos a longo prazo. Este é o caso da Cooperativa Agroindustrial Castrolanda, umas das holding da Unium, detentora da marca Alegra, com sede na cidade de Castro, nos Campos Gerais, que inaugurou, em 2021, uma nova maternidade, a quinta da Unidade de Produção de Leitões I (UPL), ampliando assim a idade de desmame dos suínos. O projeto procurou se adequar ao primeiro conjunto de normas relacionadas ao bem-estar animal vigente no Brasil, instituídas pelo Ministério da Agricultura no fim do ano passado.

Tal normativa também está alinhada às demandas da  Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a produção de suínos, o que permitirá o aumento das exportações da carne suína brasileira nos próximos anos.

Maternidade suína

O novo investimento busca diminuir o impacto do desmame de suínos em seus primeiros dias de vida. “Realizamos esse investimento com foco principal no aumento do bem-estar animal, com a diminuição do estresse desses suínos, já que eles passam 25% de tempo a mais com suas mães na maternidade,  de 21 para 28 dias, nesse primeiro processo. Além disso, a mortalidade na creche (próxima etapa da produção) cai praticamente pela metade e, com isso, reduz-se a necessidade do uso de antibióticos nos animais, o que nos gera uma expectativa de benefícios para a qualidade dos animais e produtos ao consumidor”, explica o coordenador de produção da Cooperativa Castrolanda, Euler Kiefer.

Segundo ele, o principal objetivo é qualificar ainda mais o processo de preparo dos suínos. “Teremos animais com maior vigor, menos estressados e com um peso maior e, por consequência, resultados melhores de nossos cooperados. Além disso, temos realizado também investimentos preventivos em vacinas, que diminuirão a necessidade do uso de antibióticos nos animais”, completa Kiefer.

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