Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mudança no clima poderá favorecer nova safra recorde

Conab prevê que colheita somará 290 milhões de toneladas em 2021/22

Mudança no clima poderá favorecer nova safra recorde

Safra 2021/22

Impulsionada pela recuperação do milho, graças a condições climáticas mais favoráveis, e pelo aumento dos investimentos dos agricultores em suas lavouras diante de preços elevados, a produção brasileira de grãos deverá reencontrar o caminho do crescimento e bater novos recordes históricos na safra 2021/22, cujo período de plantio já está na fase inicial.

Segundo estimativas publicadas ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita deverá totalizar, no cenário médio traçado, o recorde de 289,6 milhões de toneladas, 14% mais que na temporada 2020/21 – que deverá fechar com leve queda ante 2019/20. Na pior das hipóteses, projetou a estatal, serão 269,6 milhões de toneladas; na melhor, 301,8 milhões.

Esses números são resultado de incrementos previstos tanto para a área plantada quando para a produtividade das plantações, graças ao clima mais camarada. No cenário médio, apontou a Conab, a área deverá aumentar 4%, para 71,4 milhões de hectares, e o rendimento médio, prejudicado por adversidades climáticas em 2020/21, tende a crescer 10%, para 4.058 quilos por hectare.

Para a soja, carro-chefe do agronegócio nacional, a Conab prevê colheita recorde de 141,3 milhões de toneladas (133,8 milhões a 147 milhões), 3,9% superior à do ciclo passado. A área deverá aumentar 3,6%, para 39,9 milhões de hectares (37,9 milhões a 41,5 milhões), e a produtividade tende a ser 0,3% maior.

No caso do milho, o grão mais prejudicado pelo clima na temporada passada, a estatal estima colheita total de 116 milhões de toneladas (106,5 milhões a 118,3 milhões), um novo recorde que vai espelhar avanços de 3,9% da área, para 20,6 milhões de hectares (18,9 milhões a 21 milhões), e de 28,8% da produtividade.

Nessa frente, o destaque é a prevista recuperação da safrinha, que em 2021/22 deverá se recuperar e aumentar 44,7%, para 87,3 milhões de toneladas. Em 2020/21, a safrinha sofreu forte quebra devido ao atraso do plantio e da seca, que não deu trégua.

Soja, milho, arroz, feijão e algodão representam quase 95% da produção total de grãos no Brasil. Assim, as primeiras estimativas da Conab para o total a ser colhido em 2021/22 tendem a sofrer leves ajustes nos próximos meses, quando a estatal incluir previsões para outras dezenas de grãos semeados no país.

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