Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Inteligência Artificial

“Agricultura de decisão” permite análises complexas de informações

Modelos são traçados ao cruzar dados da propriedade com informações sobre o clima, mercado, controle de pragas e gestão de recursos

“Agricultura de decisão” permite análises complexas de informações

O uso de sistemas de análise de dados e de inteligência artificial (IA) vai promover um novo salto tecnológico e produtivo no campo. A transformação é tão intensa que o mercado já usa o termo “agricultura de decisão”, parafraseando a “agricultura de precisão” – introduzida no Brasil nos anos de 1990 e marcada pelos sistemas de geolocalização, computadores de bordo e softwares para elaborar mapas de produtividade.

A diferença, apontada pelos especialistas, está no fato de que será possível ‘enxergar o futuro’, modelando cenários e realizando análises complexas. “É uma nova fronteira do conhecimento, que permitirá cruzar dados da propriedade com informações sobre o clima, mercado, controle de pragas, gestão de recursos, entre outras”, diz Claudio Kapp Junior, pesquisador do setor de economia rural da Fundação ABC.

Entre os desafios está o de disseminar a cultura digital. “Os mais jovens querem sistemas aprimorados. Mas produtores e agrônomos mais velhos vão exigir esforço de conscientização”, diz. O caminho, no entanto, é sem volta.

Kapp acompanha o uso de sistemas por cooperativas no Paraná e ajuda no desenvolvimento de uma solução utilizada pelos cooperados da Frísia (Carambeí), Castrolanda (Arapoti e Castro) e Agrária (Guarapuava). “Nestas propriedades, etapas como planejamento da safra, logística e operações de crédito já são todas feitas com ajuda de sistemas.”

Para ele, o avanço da digitalização é algo natural e vai acelerar a inovação sistêmica no campo, permitindo o desenvolvimento de técnicas de manejo alinhadas com a sustentabilidade. “A pesquisa agronômica já se beneficia dos dados coletados pela automação no campo. A integração com as análises estatísticas vai fomentar mais projetos”, comenta.

Conectividade

A conectividade é outra demanda que cresce no Brasil rural. Diego Silva Aguiar, gerente de internet das coisas (IoT), bigdata e inovação da Vivo, comenta que o setor de telecomunicações está empenhado em estender as redes para o campo, levando cobertura de internet fixa e móvel. “Mas o modelo de negócios é muito diferente. Estamos lidando com um segmento que tem necessidades específicas”, diz.

No agronegócio, não adianta oferecer só a conexão à internet, é preciso empacotar as soluções, criando as bases para o produtor rural tirar proveito da automação – por meio da coleta de dados em tempo real de máquinas e equipamentos. Para servir o agronegócio, a Vivo investe em participação ativa no ecossistema de inovação. Entre as parceiras, conta com instituições como Esalq-USP e Ericsson.

Na Usina São Martinho, a Vivo e a Ericsson trabalham para implementar soluções que usam rede móvel de quinta geração. O objetivo é aumentar a eficiência agrícola e industrial com os recursos da nova tecnologia. Entre as soluções testadas está um drone conectado à infraestrutura da Vivo que é capaz de monitorar, em tempo real, áreas de cultivo de cana para, no futuro, indicar áreas específicas para a aplicação de defensivos agrícolas. “O Brasil é um grande produtor de proteína animal, mas ainda há pouca tecnologia aplicada no segmento”, diz Eduardo Speranza, analista da Embrapa Informática Agropecuária.

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