Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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A primavera, o livro e o ex-ministro

O primeiro Nobel ligado à produção de alimentos foi para o norte-americano Norman Borlaug, em 1970, por ter criado a Revolução Verde, que propagou a agricultura de alta tecnologia pelo mundo.

A primavera, o livro e o ex-ministro

A primavera chegou anunciando o lançamento do livro “Alysson Paolinelli – o visionário da agricultura tropical”, que concluiu a mobilização pela indicação do professor e ex-ministro ao Prêmio Nobel da Paz 2021, cujo resultado será anunciado no próximo dia 08. Se for agraciado, será o primeiro Nobel para um brasileiro e o segundo Nobel da Paz na agricultura, em 120 anos de história desta premiação. O primeiro Nobel ligado à produção de alimentos foi para o norte-americano Norman Borlaug, em 1970, por ter criado a Revolução Verde, que propagou a agricultura de alta tecnologia pelo mundo.

Alimento é paz. Esta é a conexão conceitual entre os trabalhos de Borlaug e Paolinelli, que concorre com mais de 300 indicados ao prêmio, neste ano. Um desafio enorme. Quanto ao livro, é obra de 15 autores especialistas em diferentes áreas do conhecimento. É um estudo amplo, provavelmente o mais completo sobre a vida, obra e legado de Alysson Paolinelli. Mais ainda: o livro mergulha na grande transformação agrícola ocorrida no país nos últimos 50 anos, mudando a fisionomia do Cerrado e seus 1.102 municípios, além da dinâmica e vocação da agricultura tropical.

De região considerada “improdutiva”, o Cerrado representa hoje cerca de 50% da soja e do milho produzidos no país, mais de 90% do algodão e 25% do café, sem contar a expansão da proteína animal na região. O Brasil foi o quarto país que mais contribuiu para a expansão do valor da produção mundial de alimentos no período 1971-2016 e responde atualmente por cerca de 40% do comércio internacional de alimentos básicos, tornando-se um protagonista das estratégias globais de segurança alimentar.

O livro reaviva toda essa história e costura as realizações de Paolinelli e a revolução agrícola tropical num só olhar. Só por isso já vale a leitura. Mas a obra também analisa os números e impactos dessa enorme mobilização (humana e tecnológica) transformadora do campo brasileiro, discutindo os caminhos que dela se abrem para o futuro, no próprio Brasil e nas áreas tropicais do planeta. E quem se interessar pode obter gratuitamente o livro por download, no seguinte link: https://paolinelli-nobelpeaceprize2021.com/ebook-alysson-paolinelli-o-visionario-da-agricultura-tropical/

Aliás, pelo livro e pela ampla mobilização feita no agro e na sociedade, a indicação de Paolinelli ao Nobel já rendeu valiosos frutos. Independente do prêmio, Paolinelli ganhou grande reconhecimento no país e o Brasil ganhou novos conhecimentos sobre um dos momentos mais importantes da história econômica recente da nação. Sem contar a esperança de ter ampliado a sensibilização e o empoderamento da produção alimentar sustentável, que ajuda a reduzir vulnerabilidades estruturais como fome, desigualdade e degradação do meio ambiente.

 

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