Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Eleições e segurança alimentar

Por José Zeferino Pedrozo, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

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Eleições e segurança alimentar

A agricultura brasileira é pauta imprescindível nos planos econômicos dos candidatos às eleições presidenciais deste ano. Há uma ênfase especial, neste ano, por conta de uma série de fatores que deixaram o mundo em alerta na questão da produção de alimentos. Graves intempéries ocorrem em todos os continentes – no Brasil, inclusive – afetando a produção e ameaçando agudizar o drama da fome que já vergasta milhões de pessoas.

Expressão máxima do setor primário da economia, a agricultura e a agroindústria – o agronegócio como um todo – tornou-se um setor avançado, de intenso emprego de tecnologia, de contínuo aumento da produção e da produtividade e de forte protagonismo na balança comercial do País, onde produz um extraordinário superávit superior a 100 bilhões de dólares por ano.

Entretanto, por ser um setor sensível e vulnerável (a agricultura é uma indústria a céu aberto), necessita de políticas específicas de apoio e proteção a fim de que possa cumprir com seu desiderato de proporcionar a segurança alimentar que o País necessita – e sem a qual pode até entrar em convulsão social.

Graças à pujança da agricultura verde-amarela, o brasileiro consome, de regra, alimentos a custos acessíveis, mas essa relação se altera quando o mercado fica à mercê de disfunções que causam inflação no preço desses alimentos. E as causas são múltiplas: estiagens prolongadas ou excesso de chuvas, pragas, doenças nas lavouras, epizootias nos rebanhos, escassez de insumos (fertilizantes, sementes), barreiras alfandegárias e não alfandegárias no comércio mundial, políticas tributárias dos Estados, guerras etc.

Recentemente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontou  fatores que impactam na segurança alimentar. O aumento da eficiência da agricultura depende de inovações tecnológicas que a Embrapa, as agroindústrias e as universidades geram e disponibilizam. Uma política pública pode tornar essas tecnologias acessíveis e, assim, elevar a produtividade.  Aperfeiçoar os insumos é outro reflexo. Preservar a sanidade é prioridade absoluta, eis que o Brasil permanece livre das doenças que devastaram imensos plantéis em outros países. O crescente emprego da irrigação também deve ser estimulado. O uso de tecnologia exige o aumento da conectividade no campo. Máquinas e equipamentos da agricultura de alta precisão requerem internet e comunicação satelital de qualidade. Em Santa Catarina, onde o agro responde por 70% das exportações, estamos avançando nessa área.

Ampliar a produção nacional de fertilizantes é outra meta urgente que se impõe para reduzir nossa preocupante dependência externa, como revelou o conflito militar Rússia/Ucrânia. O pesado custo-Brasil, que  transferiu para outros países muitas atividades industriais, precisa ser revisto e estímulos vigorosos para viabilizar projetos de novas fábricas de fertilizantes devem ganhar prioridade.

Condicionantes externos também impactam na segurança alimentar, como a logística e a infraestrutura de transportes. Rodovias federais e estaduais em mal estado de conservação, a falta de ferrovias e hidrovias e, ainda, a insuficiência de portos, armazéns, aeroportos encarecem a operação de transferência da produção aos centros de consumo e aos pontos de embarque para o exterior. É um custo que anula parte da competitividade do produto brasileiro no mercado mundial. No plano internacional, a diplomacia oficial deve cooperar com o esforço de abertura de novos mercados, com a competente discussão de novos acordos, promoção comercial, fortalecimento da imagem do setor – enfim, com a defesa do agro brasileiro no planeta.

Do ponto de vista do consumo, é conveniente aumentar a eficiência dos programas sociais e criar mecanismos de reinserção das famílias no mercado de trabalho, assegurando-lhes as condições para o acesso regular ao consumo de alimentos.

A condição de segurança alimentar é uma conquista coletiva. O agro está fazendo a sua parte.

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