Segundo o Sindicarne-PR, os dois mercados estão “descolados”
Preços da carne suína não devem ser afetados por embargo às exportações da carne bovina para a China

Uma eventual queda dos preços da carne bovina, em decorrência do embargo às exportações para a China, não deve afetar as cotações da carne suína, segundo o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne-PR). Em nota, a entidade afirma que esses mercados estão “descolados”.
“Depois de conviver por um longo tempo com preços baixos e queda de consumo, o setor de suínos vive um momento de estabilidade nos preços dos seus principais insumos e se prepara para atender um aumento nas compras dos chineses”, diz.
Há temores no setor de que o embargo às exportações de carne bovina possa levar a um aumento da oferta de proteína no mercado interno, o que pode resultar em ajustes nos preços dos produtos concorrentes.
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Preços em alta
O Sindicarne-PR realça que os preços da carne suína estão em alta nos mercados interno e externo. “É hora de aproveitar bem este momento para recuperar os prejuízos acumulados nos vários meses em que o setor amargou margens negativas”, pontua. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a carcaça suína especial foi vendida ontem a R$ 11,51 por quilo na Grande São Paulo, um aumento de 16,6% no acumulado de fevereiro.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indica que o preço médio da tonelada exportada em fevereiro (nos 13 primeiros dias úteis) foi de US$ 2.457, cerca de 14% acima da média de fevereiro do ano passado.





















