Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Relações Internacionais

Mauro Vieira defende papel do Brasil no exterior em Cúpula Ibero-Americana

Ministro afirmou que o novo governo brasileiro se comprometerá a se envolver ativamente tanto na região quanto no cenário internacional

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Mauro Vieira defende papel do Brasil no exterior em Cúpula Ibero-Americana

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 28ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, afirmou que o novo governo brasileiro se comprometerá a se envolver ativamente tanto na região quanto no cenário internacional.

“A integração regional e o aprofundamento do diálogo com nossos sócios voltam a constituir pilares da política externa brasileira”, disse durante discurso, que deu grande destaque também à atuação internacional dos países em relação à guerra na Ucrânia.

Vieira ressaltou que o Brasil tem um papel crucial na segurança alimentar mundial, pela diversidade de seus recursos naturais. “Conscientes de nossas responsabilidades, voltamos a dar prioridade ao combate à fome, atuando para fortalecer todos os elos da cadeia mundial de suprimentos alimentares, desde a livre circulação de insumos e tecnologias de produção até o acesso a alimentos de qualidade”, citou.

Outro ponto de destaque foi na área de energia, quando Vieira salientou que o País conta com importantes capacidades, que posicionam o Brasil a participar de forma vantajosa da transição energética global. “Em particular, temos matrizes energéticas diversificadas e grande potencial de crescimento em energias renováveis e limpas.”

Sobre meio ambiente, o ministro comentou que foi renovado o compromisso doméstico de alcançar o desmatamento zero na Amazônia. “Até 2028 pretendemos erradicar o desmatamento ilegal no País”, garantiu. Como demonstração desse compromisso, Vieira lembrou que o País apresentou sua candidatura para sediar a COP-30, em 2025. “Estamos, com isso, indicando ao mundo que o Brasil voltou a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável”, afirmou.

Na intervenção, Vieira disse ainda que é preciso combater a violência de gênero, respeitar e proteger os povos originários e tornar a luta contra o racismo uma diretriz fundamental para os países do grupo.

Guerra

Na área internacional, o ministro avaliou que há uma clara contribuição a ser dada pela região ibero-americana para a construção de uma ordem mundial pacífica, baseada no diálogo, no reforço do multilateralismo e na construção coletiva da multipolaridade.

“A persistência do conflito na Ucrânia exige que um maior número de atores da comunidade internacional assuma compromisso com a paz”, disse, acrescentando que o Brasil “pensa de forma diferente” em relação aos discursos que defendem a transferência de armas. Segundo ele, isso naturaliza a retórica belicista e tem qualificado os que tentam alternativas pelo diálogo e pela diplomacia como “ingênuos”.

“Condenamos a violação da integridade territorial da Ucrânia e a anexação de suas províncias, tendo votado de forma consistente na Assembleia-Geral e no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde cumprimos atualmente assento eletivo”, argumentou. “Defendemos uma solução negociada para o conflito, que, a nosso juízo, só será possível a partir do estabelecimento de diálogo – direto ou indireto – entre as partes”, continuou.

Para o representante do MRE, a imposição de sanções unilaterais não é um instrumento legítimo e acaba se tornando contraproducente. “Como tem dito o presidente Lula, o Brasil está disposto e pronto a colaborar com um esforço em favor da paz para o qual contamos com a mobilização de esforços de tantos países que pensam como nós.”

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