Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Mercado Interno

Avicultura do RS reivindica socorro imediato

Presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos, afirma que avicultores gaúchos não suportam mais o aumento nos custos de produção, em especial do milho, base da alimentação das aves

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Avicultura do RS reivindica socorro imediato

O setor avícola gaúcho mobiliza-se com parlamentares estaduais para solicitar pessoalmente ao governador do Estado, Eduardo Leite, a adoção de medidas emergenciais de enfrentamento à elevação do custo da atividade após três estiagens sucessivas. A situação ficou mais grave após a quebra estimada em 40% na safra 2022/2023 de milho, cereal que responde por 70% da nutrição das aves e suínos. A audiência foi solicitada ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, Luciano Silveira (MDB), e pelos deputados Zé Nunes (PT) e Miguel Rosseto (PT). 

Antes, porém, os problemas do setor devem ser analisados pelas secretarias de governo envolvidas com a produção da proteína. “Vamos, primeiro, ver o que conseguimos fazer nas secretarias antes de levar o assunto ao governador. Estamos abrindo mercados para exportação, o que vai dar estabilidade maior à produção de proteína animal”, disse Polo.

Conforme o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, a desvantagem competitiva da avicultura gaúcha frente a outros estados já foi amplamente apresentada ao secretariado do atual governo, inclusive em agenda realizada neste ano. “A necessidade, agora, é de providências urgentes via governador. Precisamos de incentivos fiscais. Não temos mais tempo, não vamos aguentar”, disse. Segundo Santos, os produtores não têm milho e, para trazer o produto de outros estados, seja em grão ou em ração, pagam, em média, R$ 30,00 a mais por saca devido ao preço do próprio insumo, que está inflacionado, além do frete e da logística.

O cenário é agravado pela redução no percentual de créditos presumidos concedidos pela Receita Estadual sobre a base de cálculo do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente em insumos agropecuários beneficiados fora do Rio Grande do Sul. Estão sendo atingidos pelo abate no diferimento itens como ração animal, plástico e papelão. Adotada em janeiro de 2022, a Política de Fruição Condicionada de incentivos fiscais tornou o diferimento variável, em especial para as compras interestaduais. 

Apesar de manter 85% do benefício intacto, a política condiciona a concessão dos 15% restantes à aquisição de insumos produzidos no Estado, aplicando o Fator de Ajuste de Fruição (FAF), uma espécie de “coeficiente medidor de compras interestaduais de insumos”. No ano passado, o desconto foi de 5%. Neste ano será de 10% e, em 2024, de 15%.

 Atualmente, a alíquota de ICMS cobrada na comercialização interestadual de insumos agrícolas e pecuários fica entre 7% e 12%, percentuais incidentes sobre as rações animais. Porém, conforme o Convênio 100/97, renovado até 2025 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a base de cálculo para o ICMS dos segmentos foi reduzida em 60%, chegando a 2,8% e 4,8% respectivamente, dependendo do estado de origem e de destino dos produtos.

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