Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Ovos

Quaresma impulsionou aumento de 18,8% nos preços dos ovos em abril e oferta restrita colabora

Comparado com o mesmo período de 2022, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos passou de R$ 148,51  para R$ 176,57, de acordo com o Cepea

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Quaresma impulsionou aumento de 18,8% nos preços dos ovos em abril e oferta restrita colabora

Impulsionado pela Quaresma, o preço do ovo em São Paulo subiu em média 18,8% em abril, até o momento, em comparação com igual período do mesmo mês de 2022, passando de R$ 148,51 a caixa com 30 dúzias de ovos brancos para R$ 176,57, apontou levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As cotações se referem à região de Bastos, principal produtora de ovos do Estado.

Segundo a pesquisadora Juliana Ferraz, que integra a equipe de ovos do Cepea, a alta este ano tem sido a mais acentuada desde o início da série histórica da instituição, que começou em 2013. “Nunca vimos subida tão forte na Quaresma”, confirma. Além da demanda reforçada em um período em que a população católica evita o consumo de carnes e o ovo é o substituto ideal, Ferraz comenta que a queda na produção, em função dos altos custos, também contribuiu para valorizar o produto.

“A produção caiu muito com a alta dos custos e os avicultores chegaram a operar com margens negativas em alguns casos”, continua. A alta das despesas foi puxada principalmente pelas cotações do milho e do farelo de soja, principais insumos da atividade, que representam cerca de 60% dos custos. Ferraz destaca, ainda, que os preços de embalagens e medicamentos também subiram “de forma bastante considerável”.

Nessa conjuntura, o estímulo para elevar o alojamento de aves e aumentar a produção de ovos foi reduzido, especialmente entre os pequenos produtores. “Eles optaram por reduzir sua capacidade produtiva e, por isso, o movimento de alta reflete a queda na disponibilidade de ovos.”

Ferraz destaca também que a demanda internacional pelo produto está crescendo, mas ainda é pouco significativa para o mercado e representa apenas 1% da produção. “É um volume baixo. Está evoluindo, mas ainda é muito baixo e não tem potencial suficiente para influenciar os preços no mercado doméstico”, diz.

Para o curto e o médio prazos, Ferraz avalia que a produção seguirá ajustada à demanda. “Se os preços das embalagens e do farelo de soja não subirem, é possível ter algum tipo de baixa nas cotações, mas não tão significativo.”

Via de regra, ela explica que, com o fim do período de quaresma, a demanda cai e os preços também. “Mas por causa das incertezas no cenário econômico mundial e do País, os produtores não sinalizam uma motivação para elevar o nível de alojamento”, diz. Por isso, Ferraz acredita que este ano a demanda e a oferta de ovos ficarão ajustadas se comparadas com os anos anteriores, “sem queda expressiva nos preços”.

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