Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Política

França rejeita ratificação do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul

Embora a resolução não tenha poder de lei, representa um revés político para as negociações e as pretensões do presidente Lula de concluir o pacto comercial até o final deste ano

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França rejeita ratificação do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul

A Assembleia Nacional da França, câmara baixa do Parlamento francês, aprovou uma resolução nesta terça-feira (13) contra a ratificação do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. O acordo, negociado ao longo de mais de duas décadas, recebeu impulso político neste ano. A resolução contou com o apoio de 281 deputados franceses, enquanto 58 foram contra.

O texto da resolução foi proposto por parlamentares de diferentes grupos políticos da oposição, que vão desde a esquerda ecológica aos conservadores. O bloco governista argumentou que os pontos apresentados são semelhantes à posição já defendida pelo governo do presidente francês, Emmanuel Macron. Embora a resolução não tenha poder de lei, representa um revés político para as negociações e as pretensões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concluir o pacto comercial até o final deste ano.

Os defensores da resolução destacaram diversas razões para se opor ao acordo, incluindo prejuízos para os produtores franceses devido à concorrência desleal. A França alega que os produtos importados devem cumprir os mesmos requisitos sanitários e ambientais exigidos pela UE. Além disso, há preocupações sobre possíveis danos ambientais, com a aceleração do desmatamento da Amazônia em até 25% como exemplo. A utilização de pesticidas e antibióticos proibidos na UE nos países do Mercosul também foi tema de votação.

A resolução foi aprovada poucos dias antes da visita de Lula a Paris, onde se encontrará com Macron. Olivier Becht, secretário de Estado francês para o Comércio Exterior, enfatizou a clareza das condições da França e afirmou que há uma convergência muito forte entre o conteúdo da resolução e a posição do governo.

A França já havia se recusado a ratificar o acordo comercial em 2019, em parte devido às preocupações com as políticas ambientais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a volta de Lula à presidência do Brasil, as negociações foram retomadas, mas as demandas ambientais dos europeus têm moderado o entusiasmo pelo acordo. A UE apresentou recentemente um documento complementar ao acordo com requisitos ambientais. A rejeição francesa representa um obstáculo para a conclusão do tratado UE-Mercosul.

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