Brasil quer fortalecer pautas do agro em próxima reunião com a China

Na preparação para a próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que ocorrerá em julho, em Pequim, o Brasil delineou sua expectativa de avançar em importantes pautas agrícolas com a China.
O encontro preparatório, realizado nesta semana no Palácio do Itamaraty, destacou a intenção brasileira de aprofundar a cooperação bilateral em três áreas críticas para o agronegócio.
Os temas prioritários incluem a atualização dos protocolos sanitários para aves, suínos e bovinos, baseando-se em princípios de regionalização que permitam uma maior flexibilidade no comércio dessas proteínas.
Outro ponto de interesse é a expansão do reconhecimento de áreas brasileiras livres de febre aftosa pela China, o que poderia facilitar o comércio de produtos pecuários. Além disso, o Brasil busca abrir o mercado chinês para os derivados da produção de etanol de milho, conhecidos como DDG, um produto com alto valor agregado.
Adicionalmente, há uma expectativa de atualização do protocolo sanitário para as exportações de carne bovina, visando prevenir embargos em casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, também conhecida como mal da vaca louca. Essa medida busca evitar repetições dos embargos enfrentados em 2023. Na agenda bilateral, o Brasil também almeja a abertura do mercado chinês para exportações de uvas frescas e gergelim, ampliando ainda mais o leque de produtos agropecuários negociados entre os dois países.
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Estas negociações são de grande importância para o Brasil, visando não apenas ampliar sua participação no mercado agropecuário chinês, mas também fortalecer as relações bilaterais com um de seus maiores parceiros comerciais.





















