Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Ministério da Agricultura

Ministério enfrenta ausência de secretário duas semanas antes do lançamento do Plano Safra 2024/25

Saída de Neri Geller deixa vago um dos principais cargos da Pasta em um momento de definição das condições de financiamento do setor para a próxima temporada

Ministério enfrenta ausência de secretário duas semanas antes do lançamento do Plano Safra 2024/25

A saída de Neri Geller do Ministério da Agricultura pode aliviar a situação do governo diante da repercussão negativa do leilão para compra de arroz importado, mas também abre um vazio em uma das principais secretarias da Pasta a apenas duas semanas do lançamento do novo Plano Safra 2024/25.

O ministro Carlos Fávaro perde um articulador político hábil em Brasília para as questões do agronegócio e a principal conexão do ministério com o setor produtivo brasileiro, em uma relação que já vinha se desgastando desde a campanha eleitoral.

A Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura tem um papel crucial na elaboração do Plano Safra, a principal política de crédito para o setor. Com o lançamento do novo plano previsto para daqui a duas semanas, a vacância no cargo gera especulações sobre como serão conduzidas as definições de orçamento, taxas de juros e volume de recursos para financiamentos da agricultura empresarial a partir de julho.

Apesar disso, há confiança nos quadros técnicos da secretaria. O nome de Wilson Vaz de Araújo, servidor de carreira com vasta experiência na área, é o mais citado para assumir as responsabilidades do Plano Safra neste momento. Ainda não há definição se outra pessoa será nomeada para o cargo definitivo posteriormente.

A SPA é responsável não apenas pela elaboração do Plano Safra, mas também pela gestão do seguro rural, pela operacionalização das ações para comercialização agrícola e pelo equilíbrio de preços no país, entre outras atribuições. A ausência de um titular efetivo no cargo durante grande parte do ano passado já gerou desafios, e a saída de Geller agora adiciona novas incertezas ao processo.

Geller, que foi ex-ministro da Agricultura de Dilma Rousseff, foi nomeado secretário após um período de impedimento judicial. Desde então, ele desempenhou um papel importante no ministério, articulando demandas do agronegócio e promovendo reuniões em Brasília e em viagens pelo país com líderes do setor.

Sua demissão, comunicada por Fávaro, ocorreu em meio a pressões relacionadas ao leilão de arroz importado, no qual foram identificadas possíveis irregularidades. A empresa Wisley A de Sousa Ltda, principal arrematante do leilão, lamentou a decisão de anular o certame, destacando que estava pronta para colaborar com o abastecimento do país.

A repercussão negativa do caso levou o presidente Lula a cobrar ação do governo para garantir melhores preços na alimentação básica.

A promessa é de um novo edital, com regras mais rigorosas para evitar fragilidades técnicas e econômicas entre os participantes. Entretanto, a incerteza persiste, especialmente em relação à vigência da isenção para importação de arroz de fora do Mercosul, que permanece válida até o final do ano.

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