Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agronegócio

Eleições nos EUA podem redefinir balança comercial global e impactar agronegócio brasileiro

As eleições presidenciais dos Estados Unidos, com Kamala Harris e Donald Trump na disputa, têm o potencial de influenciar a balança comercial agropecuária mundial, com impactos diretos e indiretos no…
Eleições nos EUA podem redefinir balança comercial global e impactar agronegócio brasileiro

As eleições presidenciais dos Estados Unidos, com Kamala Harris e Donald Trump na disputa, têm o potencial de influenciar a balança comercial agropecuária mundial, com impactos diretos e indiretos no Brasil. A posição dos candidatos sobre temas críticos como tarifas, protecionismo, sustentabilidade e mudanças climáticas revela as diferentes abordagens para o futuro das exportações norte-americanas e sua posição geopolítica, especialmente com a desaceleração da demanda chinesa por produtos agrícolas dos EUA.

A guerra comercial iniciada durante o governo Trump, que gerou tarifas sobre produtos agrícolas americanos, impulsionou a China a buscar novos fornecedores, especialmente no Brasil, que se consolidou como principal exportador de soja e milho para o gigante asiático. Atualmente, mais de 70% da soja importada pela China é brasileira, e, entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil exportou 63,9 milhões de toneladas de soja para o país, segundo a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec).

O real desvalorizado e o avanço logístico têm aumentado a competitividade brasileira, permitindo ao país fortalecer sua participação em mercados estratégicos, além de assumir a liderança na exportação de algodão.

De acordo com a S&P Global Commodities Insights, Kamala Harris visa conquistar o voto da economia rural americana, especialmente em estados cruciais, com um plano de diversificação das exportações e combate ao que considera práticas comerciais injustas. Com a meta de emissões líquidas zero até 2050, Harris propõe incentivos para a bioenergia e resiliência na cadeia de suprimentos, buscando atrair pequenos e médios agricultores.

Trump, por outro lado, mantém um discurso voltado ao protecionismo, com apoio a tarifas e políticas que priorizem a produção interna. Sua campanha promete reduzir regulamentações da EPA, aliviar restrições tarifárias e implementar cortes de impostos, com apoio declarado das associações de produtores de grãos e do setor pecuarista.

Analistas apontam que o setor agropecuário dos EUA está em um “ponto de inflexão” entre a expansão sustentável e a competitividade, com divergências nas políticas de preço, subsídios e abertura comercial. Para o Brasil, as políticas adotadas pelos candidatos podem representar um ponto de ajuste na disputa por mercados estratégicos.

A China, mercado de importância vital para produtos agrícolas americanos, tem intensificado as importações da América do Sul, principalmente soja e milho brasileiros, numa tentativa de reduzir a dependência dos EUA. Estima-se que, na safra 2023/24, as exportações americanas para a China representem 52,45% para soja e 10,98% para trigo. A continuidade de tarifas e sanções pode resultar em mais vantagens para o Brasil em um cenário onde Pequim busca fornecedores mais confiáveis.

Embora ambos os candidatos demonstrem interesse pelo setor de biocombustíveis, suas posições divergem na implementação de práticas sustentáveis e climáticas, elemento que pode impactar ainda mais a competitividade da agroindústria dos EUA e abrir novas oportunidades para o Brasil no cenário global.

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