Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Alimentação Animal

Setor de alimentação animal deve crescer em 2025, projeta Sindirações

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) projeta alcançar, ao longo de 2025, a produção de 90 milhões de toneladas de rações e concentrados, além dos quase 4…
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Setor de alimentação animal deve crescer em 2025, projeta Sindirações

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) projeta alcançar, ao longo de 2025, a produção de 90 milhões de toneladas de rações e concentrados, além dos quase 4 milhões de toneladas de suplementos. Essa expectativa está fortemente atrelada ao desempenho das cadeias produtivas de proteínas animais (carnes, leite, ovos e organismos aquáticos), muito embora as previsões de crescimento dependam de diversas variáveis. 

No campo climático, por exemplo, a imprevisibilidade dos eventos extremos, apesar de adentrarmos recentemente o padrão de normalidade, impõe riscos à produção agropecuária. A CONAB, por sua vez, estima uma safra brasileira recorde de 328 milhões de toneladas de grãos em 2024/2025, impulsionada pelo clima mais favorável nas regiões produtoras, diferente do ciclo anterior marcado por estiagens e alagamentos em estados-chave. 

Em relação ao mercado global de grãos, as estimativas do International Grain Council (IGC) e do USDA/WASDE divergem ligeiramente, mas ambas indicam que os estoques globais vêm encolhendo desde 2022, principalmente devido à menor oferta de milho (estiagem, pragas e menor área plantada na Argentina) e de soja (estiagem no sul do Brasil). Por aqui, a produção de 123 milhões de toneladas de milho e 167 milhões de toneladas de soja constituem montantes suficientes para suprir a demanda interna e os prováveis embarques ao exterior. 

A indústria de alimentação animal deve consumir cerca de 60 milhões de toneladas de milho (incluindo o seu derivado DDG) e 20 milhões de toneladas de farelo de soja em 2025, insumos que, somados, representam mais de 70% dos custos da alimentação animal, especialmente para aves e suínos. Importante, inclusive atentar que a apetência dos demais demandadores (principalmente os biocombustíveis e a exportação) só vai aumentar e a disputa quantitativa pelos cereais e oleaginosas continuará crescendo nos anos vindouros. 

As cotações desses insumos apresentaram movimentos opostos entre a média de janeiro à dezembro/2024 comparadas à média janeiro a março/2025, ou seja, o milho subiu 29% (de R$ 64,00 para R$ 82,00/saca), enquanto o farelo de soja recuou 7,5% (de R$ 2.067,00 para R$ 1.911,00/tonelada). Nesse intervalo comparativo, o custo da ração para frangos de corte subiu apenas 5% em dólares, contudo em Reais o aumento foi de 15%.

O impacto da desvalorização cambial afeta também outros insumos da cadeia produtiva (energia, transporte, embalagens) e se reflete na alta dos preços dos alimentos ao consumidor final. Segundo o IPEA, a alimentação já compromete 29% da renda das famílias mais pobres, indicando pressão inflacionária no varejo e risco de retração no consumo.

No plano doméstico, o Brasil continua enfrentando desafios macroeconômicos, como a falta de um ajuste fiscal robusto, a persistência da inflação e o elevado custo do crédito. A Lei 214/2025 que criou um novo sistema tributário (IBS, CBS, Seletivo), trará efeitos importantes para o setor, especialmente em relação à alíquota reduzida de insumos agropecuários e à nova sistemática de créditos fiscais. A sustentabilidade das contas públicas com a retomada da confiança dos investidores depende de um rigoroso controle das despesas capaz de arrefecer o impulso inflacionário sustentado pelo dólar nas alturas.

No cenário internacional, o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA tem gerado tensão geopolítica, principalmente pela elevação de tarifas e outras decisões com impacto na disponibilidade, dinâmica das exportações e nos preços das commodities agrícolas e energéticas, como os grãos, etanol de milho e biodiesel de soja. 

Diante desse complexo e desafiador cenário, a indústria de alimentação animal brasileira deve combinar resiliência operacional, gestão estratégica de custos e atenção às mudanças regulatórias, tributárias e climáticas para assegurar o suprimento e, quiçá, potencializar a competitividade das nossas cadeias produtivas de proteína animal. 

Fonte: Sindirações

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