Contratos futuros de soja e milho fecharam em baixa na bolsa de Chicago. Entenda os fatores que influenciam esses preços
Soja e milho recuam na bolsa de Chicago: Fatores principais

Os contratos futuros de soja e milho fecharam em queda nesta quarta-feira (6/8) na bolsa de Chicago. A ausência de problemas climáticos para o desenvolvimento das safras americanas, somada a outros fatores de mercado, está exercendo forte pressão sobre os preços.
A soja para setembro fechou em baixa de 0,62%, a US$ 9,6550 o bushel, atingindo a menor cotação desde dezembro de 2024. O consultor de mercado Vlamir Brandalizze explica que o fator da safra americana pesa muito sobre as cotações. “O período de volatilidade em cima do ‘mercado climático’ vai perdendo força, enquanto aumentam as perspectivas com a oferta”, destaca. A China, por sua vez, também contribui para a queda, pois, sem um acordo definido com os EUA, tem fechado muitos negócios com o Brasil, que teve uma safra recorde este ano.
O preço do milho também continua renovando mínimas na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro tiveram queda de 0,19%, fechando a US$ 4,0125 o bushel, o menor valor desde 14 de julho deste ano. Segundo Brandalizze, as condições climáticas nas áreas produtoras americanas favorecem o cereal, e há um consenso entre analistas de mercado de que o Departamento de Agricultura americano (USDA) deve ajustar para cima sua estimativa de produção, que em julho era de 398,93 milhões de toneladas.
Leia também no Agrimídia:
- •El Niño traz excesso de chuva no Sul e risco de seca na Amazônia, com efeitos nas safras até 2027
- •FPA estuda nova PEC para criar exceções ao fim da escala 6×1 em setores do agro
- •Agro brasileiro é parte da solução para o clima, defendem especialistas
- •RS e SC têm risco de tornados, granizo e mais de 100 mm de chuva nesta quarta-feira
O trigo se valorizou em meio a um ajuste técnico, subindo 0,05% e sendo negociado a US$ 5,0850 o bushel. As cotações estão em uma trajetória descendente devido ao avanço da colheita em solos americanos, e o clima atual tem favorecido os trabalhos no campo, o que aumenta as expectativas com a colheita.






















